Obra realizada no complexo da Madeira Mamoré afeta pequenos comerciantes e impede passagem de associação – Confira fotos e vídeo

A briga promete continuar, pois nenhum dos lados – gestão municipal e defensores do patrimônio - parece caminhar para um ponto em comum, isso torna cada vez mais confusa e tensa a relação.

Obra realizada no complexo da Madeira Mamoré afeta pequenos comerciantes e impede passagem de associação – Confira fotos e vídeo

Foto: Divulgação

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 A obra que está sendo realizada na orla do rio Madeira, dentro do patrimônio histórico da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, onde se concentra o mirante dos barcos, já é motivo de atritos de vários comerciantes, historiadores e a Prefeitura de Porto Velho.
 
Historiadores locais afirmam que na realização da obra existe uma falta de cuidado com o acervo histórico da Estrada de Ferro, situação que já foi exposta pelo jornal eletrônico RONDONIAOVIVO quando a Marinha Brasileira encaminhou um ofício solicitando que fosse retirado das dependências do depósito dela as peças que constam do acervo histórico que antes ficavam no Galpão 03, conhecido como Museu da EFMM, e que foram levados para o seu depósito há quase dois anos por causa da reforma.
 
“Com essa construção o sitio histórico está sendo desmontado, isso caracteriza crime e pedimos as providências do Ministério Publico para investigar essa obra” afirma o historiador Luiz Leite.
 
COMERCIANTE DESESPERADO
 
Agora mais uma situação de atrito entre a gestão municipal e a comunidade foi exposta por Paulo Rocha, um comerciante da praça Madeira Mamoré e que mantém um quiosque na beira do rio onde fica os barcos para passeio. De acordo com Paulo, ele está passando por dificuldades financeiras devido a retirada de seu ponto comercial da orla do rio Madeira.
 
Segundo ele os pequenos comerciantes fixos que trabalhavam no local foram realojados em outro ponto que não oferece nenhuma condição de infra-estrutura.
 
“O pior é que além de tudo isso, após perder duas reuniões marcadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sócio Econômico (SEMDES), tiraram meu outro ponto, a situação está difícil para que eu possa criar meus filhos dignamente”, afirmou Paulo Rocha.
 
A HISTÓRIA E A OBRA
 
A queda de braço continua, pois a AMMA (Associação Amigos da Madeira Mamoré) também se colocou contra a forma como está sendo realizada a obra, sem o devido acompanhamento técnico necessário para a conservação da área em muitos trechos.
 
De acordo com a vice-presidente da AMMA, Eliana de Menezes, a obra está levando embora parte da história da Madeira Mamoré.
 
“Além de tudo representantes da AMMA são impedidos de entrar na praça Madeira Mamoré para poder verificar a situação da obra, a Madeira Mamoré não é propriedade dessas pessoas, ela pertence a todos nós que ajudamos a criar Porto Velho, se trata de um patrimônio histórico” disse Eliana de Menezes.
 
A briga promete continuar, pois nenhum dos lados – gestão municipal e defensores do patrimônio - parece caminhar para um ponto em comum, isso torna cada vez mais confusa e tensa a relação.
 
A obra que está sendo executada em todo perímetro do complexo da EFMM pode trazer benefícios à população e conceber um ponto turístico para a capital com mais qualidade, porém pode trazer prejuízos históricos para a população, sem a devida atenção e respeito ao que pede a legislação específica relacionada ao patrimônio histórico.
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