“Crise? Mamãe resolve”: homens têm quase o dobro da chance das mulheres de morar com os pais, diz Fortune. Segundo a Fortune, no atual contexto financeiro, os homens têm quase o dobro da probabilidade das mulheres de viverem com os pais um dado que faz sentido quando se olha para os números ao redor do mundo.
Nos EUA, cerca de 19% dos homens entre 25 e 34 anos vivem na casa dos pais, contra apenas 11% das mulheres. No Reino Unido, 34% dos homens de 20 a 34 anos vivem com os pais, contra menos de um quarto das mulheres, segundo o Office for National Statistics.
A raiz é financeira. Em 1960, apenas 11% dos homens e 7% das mulheres de 25 a 34 anos moravam com os pais nos EUA. Em 2022, esses números saltaram para 19% e 12%. Entre os homens de 25 a 34 anos, a proporção quase dobrou entre 1980 e 2020 de 11% para 21% tornando-se o arranjo mais comum entre os jovens não casados.
As mulheres jovens seguem outro caminho: uma parcela maior vive com cônjuge, constituindo novos arranjos familiares com mais rapidez. Quando voltam para a casa dos pais, pesquisas indicam que frequentemente o fazem por razões altruístas para cuidar de familiares.
Metade dos jovens da Geração Z e 47% dos millennials afirmam que constituir família parece difícil ou inviável, e quase dois terços dizem que ter a própria casa será mais difícil ou impossível. O quarto da infância tornou-se o plano B e às vezes o único plano de toda uma geração.
O que a Fortune aponta não é fraqueza masculina, mas um termômetro de uma economia que falhou em oferecer condições básicas de autonomia. Morar com os pais deixou de ser tabu para se tornar dado estatístico e, para muitos homens jovens, a decisão mais inteligente que o dinheiro (que falta) pode comprar.