'O JUSTICEIRO - UMA ÚLTIMA MORTE': Especial brutal e violento da Disney é muito bom - Por Marcos Souza

'O JUSTICEIRO - UMA ÚLTIMA MORTE': Especial brutal e violento da Disney é muito bom - Por Marcos Souza

Foto: Divulgação

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Já está disponível no catálogo do serviço de streaming Disney + o especial “O Justiceiro: Uma Última Morte”, uma espécie de média-metragem (tem a duração aproximada de 50 minutos) derivado da série do Demolidor, retomada pela Marvel na Disney, com as duas temporadas de “Renascido”. O personagem Justiceiro também teve uma série na Netflix que durou duas temporadas e ficou no meio-termo entre os fãs, agradando uns, mas dividindo opiniões.
 
Frank Castle, vivido de forma intensa pelo ator Jon Bernthal, um dos produtores e roteiristas, é o alter ego do anti-herói, praticamente um assassino insano de bandidos, como tão bem é definido em sua persona de vigilante. Ele recebe, nesse especial, um tratamento digno do personagem presente nas histórias em quadrinhos clássicas e cultuadas escritas pelo escocês Garth Ennis, um dos roteiristas mais polêmicos da história, pelo simples fato de que, quando recebe carta branca da editora, não deixa pedra sobre pedra em sua abordagem.
 
Essa é claramente a maior influência desse filme — o chamado “especial” é força de expressão da Marvel/Disney — pela forma como o diretor Reinaldo Marcus Green, que também foi parceiro de Bernthal no roteiro, imprime ritmo à história a ser mostrada, pegando justamente um dos grandes momentos de Frank, que assume o uniforme de O Justiceiro para se vingar do massacre sofrido em um ataque promovido por ex-colegas de um comando do exército de mercenários do qual ele fez parte. Essa chacina acabou matando sua esposa e os dois filhos, sendo o caçula uma criança com necessidades especiais.
 
 
A história foca em um momento muito intenso e particular vivido por Frank, quando, após realizar uma série de ações nas quais matou e trucidou marginais, bandidos e mafiosos, além de destruir clãs poderosos do crime organizado — como a família Gnucci —, ele se recolhe em um apartamento localizado em um residencial de um bairro periférico que vem passando por uma situação de brutalidade, com gangues tocando o terror.
 
Ali, naquele canto, Frank enfrenta seus fantasmas do passado e busca um sentido para a própria vida, pois não tem mais esperança de continuar vivendo naquela rotina.
 
Não vou contar mais nada, pois, a partir do momento em que ele visita os túmulos da família e busca uma resposta, acaba confrontando um risco do passado ao ser abordado pela velha Mama Gnucci, que coloca sua cabeça a prêmio, envolvendo todos os bandidos e marginais do bairro onde ele mora, pois ela descobriu o condomínio em que ele vive e determinou uma hora específica para iniciar a caçada.
 
Essa é uma vingança que ela buscou por muito tempo e agora quer concretizar.
 
A partir desse momento, nos dois terços finais do “especial”, vamos assistir Frank Castle encarnando o Satanás, o homem no limite da sobrevivência, capaz de fazer coisas absurdas para salvar a própria vida. Na dinâmica da ação, as sequências de luta e confronto lembram muito um game de shotgun, no uso de armas de fogo, priorizando combate a curta distância e um dano espetacular, principalmente quando quase toda a ação se passa em corredores ou cômodos de um apartamento pequeno.
 
Frank utiliza todos os recursos como armas. Em tempos em que a franquia dos filmes do assassino John Wick influenciou quase todos os filmes de ação atuais, aqui segue-se o mesmo modelo, com grande impacto. Ponto para a coragem da Disney em apostar nessa produção extremamente violenta, com certeza o produto da Marvel mais sangrento com o selo “feito para adultos”.
 
O ator Bernthal, quando propôs à Marvel esse especial, disse que queria mostrar todo o potencial do personagem O Justiceiro, que ainda não havia sido explorado como deveria, em uma história mais seca e brutal. Por isso mesmo, quando buscou inspiração, praticamente leu todas as HQs mais recentes publicadas pela Marvel, principalmente as de Garth Ennis e Jason Aaron, outro roteirista ousado.
 
 
Jon concordou em participar de todo o processo criativo, ajudando no roteiro e nas tomadas polêmicas de decisão do personagem dentro da história. O final aberto deixa uma grande porta tanto para uma nova série quanto para outro especial.
 
Como informação a respeito dessa fase violenta do personagem nas histórias em quadrinhos da Marvel, vale lembrar que o escocês Ennis escreveu mais de 120 edições do Justiceiro, sendo um dos autores mais prolíficos e aclamados do personagem, tanto pelos fãs quanto pelos críticos e especialistas. Sua fase é dividida em duas passagens inesquecíveis para quem leu: a da era Marvel Knights — ressaltando mais o humor negro — e a era MAX, a mais madura e brutal.
 
Já a fase escrita por Jason Aaron, considerada uma das mais famosas pelo selo MAX, compreende 22 edições da série PunisherMAX (2010-2012), além de um especial de Natal, no qual ele segue o modelo violento de Ennis, sem qualquer moderação.
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