Um policial civil de 37 anos foi preso na noite de quarta-feira (20) pela Polícia Militar, acusado de violência doméstica e ameaça contra a esposa, uma jovem de 28 anos.
O caso aconteceu na residência do casal, no bairro Castanheira, zona Sul da capital, e terminou com a apreensão de uma pistola institucional da Polícia Civil.
A mulher relatou que no dia anterior por volta das 18h, o marido avisou que precisaria cobrir o plantão de um colega de trabalho e que só retornaria para casa no dia seguinte, por volta das 13h.
Desconfiada da justificativa, a vítima foi até o local de trabalho do policial e constatou que ele não estava escalado e não se encontrava no posto.
Já na tarde de quinta-feira, após o retorno do marido, a mulher precisou ir ao supermercado e deixou os filhos sob os cuidados dele.
Assim que retornou das compras, iniciou-se uma forte discussão, na qual ela passou a questionar o motivo de o companheiro ter passado a noite fora.
Durante o bate-boca, a mulher pegou o aparelho celular do marido para checar as mensagens.
Para tentar recuperar o telefone, o policial civil aplicou um golpe de artes marciais conhecido como "mata-leão" (estrangulamento pelas costas) na esposa.
Para tentar se defender e se livrar do golpe, a mulher passou a arranhá-lo, causando lesões no tórax do agente.
A vítima relatou ainda que, logo em seguida, o policial sacou uma arma de fogo e ordenou que ela se afastasse, embora não tenha apontado o cano diretamente contra o seu corpo.
Questionado pelos militares, o PC admitiu ter passado a noite fora de casa e confirmou o desentendimento após os questionamentos da esposa.
Ele alegou que a mulher passou o dia ingerindo bebida alcoólica, fato parcialmente confirmado por ela, que admitiu ter tomado duas cervejas no almoço.
O policial confirmou que a esposa se apossou de seu celular, mas negou categoricamente ter feito uso de força física, agressões, aplicação de "mata-leão" ou ter sacado a arma durante a briga.
Apesar da negação dele, diante dos relatos e dos indícios de agressão, os policiais militares deram voz de prisão ao agente público.
Na ação, foi apreendida a arma institucional utilizada pelo policial, uma pistola Beretta APX da PCRO, contendo um carregador municiado com 17 cartuchos intactos de calibre 9mm.
O policial foi conduzido à Central de Flagrantes juntamente com a arma apreendida.