Virou o terceiro depois de ninguém e calado estava errado!
Foto: Divulgação
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Com admiração geral por todo o mundo, os EUA completaram sua estrutura ferroviária transcontinental em 1869 e concluíram suas redes logo em 1916. No entanto, as tentativas e projetos brasileiros de expandir suas redes ferroviárias esbarram na desaprovação mundial e em muita oposição interna. Se fosse possível estimar o custo da extensão ferroviária norte-americana em vidas humanas é certo que muitas delas seriam de índios atacados a ferro e fogo. Não há mais como evitar que isso aconteça no Brasil, porque a população indígena brasileira foi dizimada desde as primeiras incursões ibéricas no litoral e na Amazônia.
Mas por diversos meios, por força da democracia conquistada, será possível evitar que mais índios sejam assassinados em nome do “progresso”. Inevitavelmente, porém, haverá um custo ambiental. Um dos desafios nesse sentido é a Ferrogrão (EF-170), com quase mil quilômetros entre o Mato Grosso e o Pará, necessária para o transporte da crescente produção agropecuária.
É ilusão supor que protestar contra ela vai inviabilizá-la. No máximo pode atrasar, o que também não é bom. O mais adequado é ir fundo nos riscos e fazer a prevenção possível, pois se trata de obra estratégica para o Brasil. Se a perda de mais vidas for evitada com o mínimo de perdas ambientais a lição de casa estará feita. Nota 10 com louvor é difícil, mas é possível chegar a soluções com custo/benefício justificável diante das circunstâncias.
Com o Ibama concedendo licença ambiental ao DNIT, as obras de recuperação da BR 319, que conecta Porto Velho a Manaus, seguem no chamado trecho do “meião” com a construção de três pontes de concreto nos igarapés Santo Antonio, Realidade e Fortaleza. As expectativas agora são as melhores possíveis para que Rondônia e o Amazonas poderão contar com os benefícios da estrada asfaltada como quando da sua inauguração nos anos 70. Há poucas semanas foram liberadas as pontes destruídas nas enchentes de 2024 e já reconstruídas nas proximidades do município de Carreiro, região metropolitana de Manaus.
Quase todos os 24 vereadores do município de Porto Velho estão na disputa de cargos eletivos nas eleições de 2026, seja a Assembleia Legislativa (a maioria), Câmara dos Deputados e até o Senado. Tradicionalmente a Câmara de Vereadores da capital elege de dois a três vereadores a Assembleia Legislativa, alguns campeões de votos. Isto já acontecia desde a década de 80, com a eleição de deputados federais da qualidade de José Guedes (que também foi prefeito), de Chiquilito Erse (também prefeito) e Raquel Cândido a Câmara Federal. Nesta temporada os edis funcionam como predadores dos atuais deputados federais com domicilio eleitoral em Porto Velho.
Depois de algumas discordâncias iniciais, o prefeito Leo Moraes e a sua vice Magna dos Anjos voltaram a pular cirandinha e juntos, sorridentes participando da entrega de obras municipais, conforme noticiou a imprensa local. Com isto, Leo une as correntes do seu partido, principalmente a evangélica que teve grande importância na sua eleição no pleito passado. Desde os primórdios os vices não se bicam com os titulares na capital rondoniense. Na primeira eleição por voto direto, em 1985, por exemplo, o prefeito eleito Jeronimo Santana rejeitava seu vice Tomás Correia. E quando o vice assumiu no seu lugar, foi tratado a pão e água por Jeronimo, eleito governador em 1986.
Mas governadores tratando os prefeitos de Poro Velho a pão e água, sob a desconfiança de se tornarem concorrentes, não é novidade por aqui. Além de Jeronimo Santana esmagar Tomás Correia, numa época que a capital dependia dos recursos estaduais para sobreviver, Oswaldo Piana não deu vida fácil para José Guedes. Tomás e Guedes saíram muito desgastados do antigo Palácio Tancredo Neves. Ivo Cassol também asfixiou, como uma baita sucuri, o prefeito petista Roberto Sobrinho. Já Confúcio Moura e Marcos Rocha tiveram excelentes relações com os prefeitos da capital. Lembrando que Jeronimo Santana e Valdir Raupp deram grande apoio a prefeitos adversários, como Chiquito Erse.
O deputado federal Lucio Mosquini, muito bem votado nas eleições de 2022 a Câmara dos Deputados, trocou a presidência estadual do MDB, onde controlava os recursos do fundão (e o partido está bem aquinhoado neste sentido), para ingressar num partido de direita e disputar o governo de Rondônia. Nada deu certo nas articulações e então resolveu ingressar no PL, mas como soldado do partido não apita nadica de nada. Nem direito teve de participar das primeiras gravações do TRE com o presidenciável Flavio Bolsonaro. Teve até políticos do baixo clero da legenda mais prestigiados. Virou o terceiro depois de ninguém e calado estava errado!
*** Os supermercados estão criando asas em Porto Velho. A rede Meta 21, com a quinta unidade inaugurada na capital, na Av. dos Imigrantes. A Rede Gonçalves com a oitava unidade na periferia *** Um segmento em plena expansão. Pena que a cada inauguração de um grande supermercado em bairros populosos pelo menos uns três mercadinhos nas redondezas acabam fechando as portas, não suportando a concorrência *** Por falar em mercados, Porto Velho se ressente de um bom cinturão verde para produzir hortifrutigranjeiros. Importamos da Ceasa de São Paulo, de banana a batatinha, de tomate a cenoura. É coisa de louco *** O governo estadual deveria se associar a prefeitura local para incrementar um cinturão verde.
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