DA AMAZÔNIA PARA O BRASIL: Talentos rondonienses ganham destaque em superprodução cinematográfica

Cerca de 80% da equipe técnica e do elenco são formados por profissionais rondonienses

DA AMAZÔNIA PARA O BRASIL: Talentos rondonienses ganham destaque em superprodução cinematográfica

Foto: Davi Ferreira

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O cinema produzido em Rondônia vive um momento histórico. Com a realização do longa-metragem Felicidade é Amar, profissionais do estado estão tendo a oportunidade de participar de uma produção de grande porte, dividindo espaço com artistas reconhecidos nacionalmente e demonstrando que a Amazônia também é berço de grandes talentos e grandes histórias. 
 
 
Produzido pela CRAN Filmes e contemplado pelo Edital Novos Realizadores, da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), o filme tem como uma de suas principais características a valorização da mão de obra local. Cerca de 80% da equipe técnica e do elenco são formados por profissionais rondonienses, uma decisão que reforça o compromisso da produção com o fortalecimento do audiovisual regional. 
 
  
 
A iniciativa representa uma oportunidade única para atores, atrizes, técnicos, produtores, maquiadores, profissionais de figurino, assistentes de produção e diversos outros trabalhadores da cadeia audiovisual que, durante muitos anos, encontraram dificuldades para acessar projetos de grande dimensão sem precisar deixar o estado. 
 
 
Além dos talentos locais, a produção conta com a participação da atriz Francisca Queiroz, que possui ampla experiência no cenário audiovisual nacional e internacional, tendo construído uma trajetória consolidada em novelas, séries e produções cinematográficas. 
 
  
 
Sua presença em Felicidade é Amar representa mais do que a participação de uma atriz renomada. Ela simboliza o reconhecimento da qualidade da produção realizada em Rondônia e contribui para ampliar a visibilidade do projeto em âmbito nacional. Ao integrar uma obra produzida na Amazônia, Francisca ajuda a fortalecer a mensagem de que a região possui potencial para realizar produções cinematográficas de excelência, capazes de dialogar com o público brasileiro e internacional. 
 
 
Para o diretor, roteirista e produtor do longa, André Cran, a participação de artistas reconhecidos nacionalmente, aliada ao protagonismo dos profissionais rondonienses, reforça a importância da produção para o estado. 
 
 
 
“Ter a Francisca Queiroz conosco é motivo de muita honra. Ela traz sua experiência, sua bagagem artística e ajuda a projetar ainda mais o nosso trabalho. Ao mesmo tempo, ela se soma a uma equipe majoritariamente formada por talentos de Rondônia, mostrando que temos profissionais preparados para atuar em grandes produções. Essa troca de experiências fortalece todo o setor audiovisual do estado”, destacou. 
 
 
Segundo André Cran, a produção também cumpre um papel importante ao levar a Amazônia para o centro das narrativas cinematográficas brasileiras. 
 
  
 
“Durante muito tempo, as histórias da Amazônia foram contadas por pessoas de fora da região. Agora estamos vivendo um novo momento, em que os próprios amazônidas podem contar suas histórias, mostrar sua cultura, suas tradições e sua forma de enxergar o mundo. Ter artistas nacionais abraçando esse projeto demonstra que existe espaço para que Rondônia e a Amazônia ocupem definitivamente seu lugar no cinema brasileiro”, afirmou. 
 
 
A seleção do elenco seguiu uma proposta diferenciada. Mais do que buscar apenas experiência técnica, a produção procurou artistas capazes de estabelecer uma conexão verdadeira com os personagens e com os temas abordados pela obra. O resultado é uma combinação entre experiência nacional e autenticidade regional, que promete dar ainda mais força à narrativa. 
 
  
 
Com temas ligados à ancestralidade, espiritualidade, pertencimento e relações humanas, Felicidade é Amar apresenta uma Amazônia sensível, profunda e humana, distante dos estereótipos frequentemente associados à região. Ao reunir profissionais locais e artistas reconhecidos nacionalmente, o filme contribui para ampliar o alcance dessas histórias e fortalecer a identidade cultural amazônica. 
 
 
 
Mais do que uma produção cinematográfica, o longa representa um movimento de valorização da cultura regional e dos talentos rondonienses. Um passo importante para consolidar Rondônia no cenário audiovisual brasileiro e demonstrar que grandes histórias também nascem no coração da Amazônia.
 
 
Fotos: Davi Ferreira
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