A diferença aparece também em setores com remunerações mais elevadas
Foto: Magnific
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Os novos dados do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o número de empresas e trabalhadores assalariados cresceu no Brasil, mas a desigualdade salarial entre homens e mulheres continua presente.
Segundo o levantamento, as mulheres recebem, em média, 16% menos que os homens. O salário médio mensal dos trabalhadores ficou em R$ 4.206 para eles, enquanto para elas o valor foi de R$ 3.608.
A diferença aparece também em setores com remunerações mais elevadas. Na administração pública, por exemplo, homens recebem em média cerca de R$ 6.058, enquanto mulheres ganham aproximadamente R$ 4.967.
O estudo aponta ainda que o crescimento do número de pequenas empresas não foi acompanhado por uma grande evolução nos rendimentos. O salário médio dos trabalhadores teve variação de apenas 0,2%.
Outro dado destacado pelo IBGE é o impacto da escolaridade na renda. Trabalhadores com ensino superior completo recebem, em média, três vezes mais do que aqueles sem formação superior.
Os números reforçam que, apesar dos avanços no mercado de trabalho, diferenças de gênero e de qualificação ainda influenciam diretamente os rendimentos dos brasileiros.
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