Depois de aproximadamente um ano de ajustes contratuais, a empresa vencedora da licitação iniciou os serviços de reforma e ampliação do tradicional porto do Cai N’Água, no rio Madeira, em Porto Velho. Os recursos são do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e a demora foi devido a pedido feito pela Procuradoria Geral da República (PGR) de ajustes no valor contratual.
O Porto Cai N’água teve as operações paralisadas em 2022 devido a identificação de danos críticos nas balsas, como rachaduras e buracos na estrutura flutuante. Um laudo técnico de engenharia naval identificou a necessidade de manutenção. Os danos foram por desgastes normais devido ao contato da ferragem com a água.
A plataforma flutuante é do tipo Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4). Com a reforma e ampliação deverá operar com maior capacidade. Em 2022, último ano de operação antes da paralisação, a IP4 do Cai N’Água recebeu 365 embarcações, operou cerca de 20 mil toneladas de cargas e movimentou 14.952 passageiros.
O presidente da Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Asfemm), George Telles, disse que os ajustes contratuais causaram considerável atraso nos serviços, e que a Asfemm solicitou apoio do Senador Confúcio Moura (MDB-RO) para intervir e agilizar a liberação do contrato.
Telles disse ainda que, sem a plataforma, o Porto do Cai N’Água opera com dificuldades causando transtornos e atrasos.