Segundo os dados divulgados na reta final da campanha, entre os católicos, a intenção de voto indicava 54% para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 30% para Jair Bolsonaro (PL), apontando maior apoio ao candidato petista nesse grupo.
Entre os evangélicos, o cenário era diferente: 35% declaravam intenção de votar em Lula (PT), enquanto 51% indicavam voto em Bolsonaro (PL), grupo em que o candidato do PL aparecia com vantagem.
No grupo de pessoas sem religião, a pesquisa registrava 59% de intenção de voto em Lula (PT) e 21% em Bolsonaro (PL), com ampla vantagem para o candidato petista.
Entre os espíritas, o levantamento apontava resultados variados, mas com tendência de maior apoio a Bolsonaro (PL).
Já entre os integrantes de religiões afro-brasileiras, os números indicavam 60% para Lula (PT) e 20% para Bolsonaro (PL).
Os dados reforçam que identidade religiosa, valores culturais e contexto social podem influenciar tendências políticas, mas não significam que todos os integrantes de um mesmo grupo religioso tenham o mesmo posicionamento eleitoral.
Especialistas destacam que o eleitorado brasileiro é diverso e que fatores como economia, segurança, políticas públicas, trajetória dos candidatos e experiências pessoais também participam da formação da decisão de voto.
A compreensão desses números ajuda a analisar como diferentes segmentos da sociedade se comportam nas eleições e amplia o debate sobre a relação entre religião, política e democracia.
Fonte: Datafolha (2022), com análises publicadas pela Folha de S.Paulo e CNN Brasil.