As Forças Armadas anunciaram a ampliação do alistamento voluntário feminino a partir de 1º de janeiro de 2026. Com a mudança, mulheres poderão se alistar em 22 Estados e 145 municípios, um avanço expressivo em relação às 29 cidades que anteriormente ofereciam essa possibilidade.
A expansão faz parte de um processo gradual de abertura do serviço militar às mulheres, sem alterar as regras básicas da carreira. O alistamento permanece facultativo, e o ingresso ocorre sob as mesmas condições legais e disciplinares aplicáveis aos homens.
Na prática, a ampliação aumenta a capilaridade do serviço militar feminino e abre espaço para maior diversidade nos quadros das Forças Armadas. Depois de incorporadas, as militares passam a cumprir todas as normas da carreira, incluindo hierarquia, disciplina e deveres funcionais.
Segundo a avaliação de especialistas, a medida não é apenas simbólica: ela reflete uma reestruturação voltada para qualificação técnica, diversidade e fortalecimento de áreas estratégicas da defesa. Ainda assim, as exigências permanecem altas — física, psicológica e juridicamente.
As Forças Armadas reforçam que igualdade de acesso não significa flexibilização de critérios. O ingresso demanda preparo e conhecimento das normas. Quem desconhece direitos, deveres e limites legais pode enfrentar consequências, inclusive em processos administrativos ou disciplinares.
A orientação, portanto, é que candidatas busquem informação antes de se inscrever, compreendendo tanto as oportunidades quanto as responsabilidades da carreira militar.