Celebrado em 2 de janeiro, o Dia do Sanitarista destaca profissionais que planejam, coordenam e executam políticas capazes de proteger populações inteiras. Muito além do atendimento individual, o trabalho desses especialistas envolve vigilância epidemiológica, vacinação, saneamento, prevenção e resposta a crises, pilares que salvam vidas e reduzem pressões sobre o sistema de saúde.
A história brasileira mostra como a atuação sanitária pode mudar realidades. No início do século XX, Oswaldo Cruz liderou campanhas decisivas contra varíola, febre amarela e peste bubônica, introduzindo métodos modernos de controle de doenças e organização dos serviços públicos. Seus esforços, muitas vezes enfrentando resistência popular, tornaram-se referência internacional e transformaram grandes centros urbanos.
Oswaldo Cruz em Rondônia
Esse legado também alcançou a Amazônia. Durante o período de construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a região de Porto Velho enfrentava surtos constantes de malária e outras endemias. A atuação de equipes inspiradas no trabalho de Oswaldo Cruz, e sua presença técnica na região, ajudou a estruturar ações de prevenção, mapeamento de focos e organização dos serviços sanitários, essenciais para reduzir o número de adoecimentos entre trabalhadores e moradores.
Em homenagem a sua contribuição histórica, Porto Velho inaugurou, em 2014, a Policlínica Oswaldo Cruz, lembrança simbólica de um nome que marcou a saúde pública, embora o médico tenha falecido em 1917.
Ao lado de Cruz, outras figuras, como Carlos Chagas, reforçaram a ideia de que ciência, gestão e política pública caminham juntas. Hoje, sanitaristas atuam no planejamento do SUS, em campanhas de imunização, na análise de dados, na gestão de emergências e na promoção da saúde — conquistas muitas vezes silenciosas, mas decisivas para aumentar a expectativa de vida e combater desigualdades.