ESTILO MEDIEVAL: Castelo de José Rico pode virar museu da música sertaneja em SP

O imóvel que possui uma área de 48 mil metros quadrados poderá dar espaço a um polo de valorização da cultura popular brasileira

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Foto: Reprodução

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O castelo de mais de 100 quartos de José Rico, que fazia dupla com Milionário, poderá virar um museu da música sertaneja. O imóvel fica localizado na cidade de Limeira, no interior de São Paulo. Na última terça-feira (26), a mansão foi declarada como de utilidade pública por meio de um decreto municipal.

O castelo tem aproximadamente 48 mil metros quadrados de área total e está avaliado em cerca de R$ 15 milhões. O dono do imóvel, o cantor sertanejo José Rico faleceu em 2015, aos 68 anos de idade. De acordo com a prefeitura de Limeira, o decreto de utilidade pública é o primeiro passo de um processo que envolve estudos técnicos, jurídicos e econômicos

A desapropriação da área só poderá ser realizada caso o projeto tenha sucesso e seja aprovado em todas as frentes analisadas. Apenas o decreto municipal não garante a viabilização do museu. A prefeitura de Limeira ainda informou que não pretende utilizar recursos do município para que o espaço seja transformado.

 

Em nota, a prefeitura de Limeira compartilhou como projeta financiar a obra:

"A estratégia é buscar apoio financeiro junto ao governo estadual, ao governo federal e à iniciativa privada, incluindo gravadoras e produtoras de espetáculos com interesse no segmento."

A gestão municipal ainda disse que o objetivo do projeto é criar um polo de valorização da cultura popular brasileira, com foco na trajetória da música sertaneja.

Castelo inacabado

Desde o início das obras, na década de 1990, o castelo nunca ficou pronto. Quando José Rico faleceu, já fazia cerca de 24 anos que o projeto estava em andamento. O imóvel foi inspirado nas construções medievais e tinha como objetivo se tornar um espaço de convivência para a família, além de abrigar um estúdio musical.

Atualmente, o espaço apresenta sinais de deterioração, com algumas janelas quebradas, paredes infiltradas, pintura avariada, além de pichações e bastante mato.

Depois do falecimento do artista, aconteceram diversas tentativas de venda do castelo. Em uma delas, 21% do imóvel foi à leilão, sendo avaliado em R$ 3,2 milhões Também houve uma tentativa de vender a área total da mansão, em ambas não houve interessados. Até que em janeiro deste ano, a Justiça do Trabalho determinou a penhora integral do imóvel.

O projeto foi inspirado nas construções medievais e tinha como objetivo se tornar um espaço de convivência para a família, além de abrigar um estúdio musical

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