O valor final pode ser maior para parlamentares que acumulam funções legislativas, como a participação em comissões
Foto: Divulgação
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Os parlamentares húngaros votaram por unanimidade, na segunda-feira (8), a favor de um projeto que reduz os próprios salários e benefícios, em uma iniciativa do novo primeiro-ministro, Péter Magyar, para cortar custos administrativos e recompor os cofres públicos.
Todos os 189 deputados presentesna sessão do Parlamento, que tem 199 cadeiras no total, votaram a favor da proposta apresentada pelo partido governista, Tisza. Não houve votos contrários nem abstenções.
Pela nova legislação, o salário-base mensal dos parlamentares será reduzido em 40%, passando para o equivalente a cerca de R$ 22 mil brutos (aproximadamente 1,3 milhão de florins húngaros), a partir do próximo mês.
Sob o governo do antecessor, o neofascista Viktor Orbán, os salários dos deputados correspondiam ao triplo da média do país. O valor final pode ser maior para parlamentares que acumulam funções legislativas, como a participação em comissões.
O primeiro-ministro, o presidente do Parlamento e os integrantes de comissões parlamentares também terão os salários reduzidos. Além disso, a nova lei prevê eliminação total do reembolso de contas de telefone celular; cortes nos auxílios destinados a aluguel de escritórios, moradia e contratação de funcionários.
Recém-empossado, Magyar justificou as medidas acusando seu antecessor, Viktor Orbán, de ter concedido salários inflados para apaziguar deputados da oposição e manter a base aliada. O novo primeiro-ministro também afirmou que os cofres públicos teriam sido esvaziados por anos de corrupção durante a gestão anterior.
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