Ainda não há um balanço do número de feridos, mas há registro de policiais machucados, inclusive um com o braço quebrado. Alguns manifestantes também foram atingidos durante a o confronto.
*Foto/legenda: Os manifestantes jogaram um veículo para forçar a entrada na Câmara
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*Manifestantes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) invadiram a Câmara dos Deputados e tomaram conta do Salão Verde, que fica em frente ao plenário, no início da tarde desta terça-feira. Eles pedem a revogação da lei que obriga vistoria em terras ocupadas e prometem não deixar o Salão Verde enquanto não forem recebidos por uma comissão de parlamentares. "Nós queremos mostrar que as leis e o atraso na votação do Orçamento causaram prejuízos para a reforma agrária", disse Ana Cláudia Guedes, coordenadora do MLST em Minas Gerais.
* A segurança da Câmara ainda não calculou o número de manifestantes, mas no início do protesto cerca de 1000 sem-terra se concentravam na parte de fora da Câmara. Os sem-terra exibem um cartaz com a seguinte inscrição: "O MLST condenda parlamentares do PSDB e do PFL por boicotarem a votação do Orçamento".
*A Polícia Militar do Distrio Federal (DF) encaminhou à Câmara dos Deputados cerca de mil policiais para conter a manifestação do sem-terra, que deixou um amplo rastro de destruição na Câmara. Ainda não há um balanço do número de feridos, mas há registro de policiais machucados, inclusive um com o braço quebrado. Alguns manifestantes também foram atingidos durante o confronto.
*Os sem-terra romperam o cerco da segurança da Câmara e deixaram um rastro de destruição desde a entrada lateral do Anexo 2 até o salão onde estão instalados. Na entrada da Câmara, quebraram a porta de vidro usando um Fiat Uno vermelho, destruíram as exposições que antecedem o Salão Verde e quebraram mais uma porta de vidro. O veículo utilizado para quebrar a porta de vidro foi virado pelos manifestantes durante o confronto com a polícia.
*De acordo com a organização dos manifestantes, eles pedem a aceleração da reforma agrária, que, por conta do atraso na votação do Orçamento, ficou sem recursos. Este protesto já foi realizado em outros Estados, mas como não teve avanço da pauta de reivindicação, eles decidiram transferir o ato para a frente da Câmara dos Deputados.