O Justiceiro em quatro versões no cinema e televisão - Por Humberto Oliveira

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Ao ler o brilhante texto do amigo, irmão e jornalista Marcos Souza sobre o especial de O Justiceiro, veio a inspiração para escrever sobre as quatro versões do personagem no cinema e na televisão. 
 
A ideia é, ao mesmo tempo, focar nas produções vividas pelos atores Dolph Lundgren, Thomas Jane e Ray Stevenson, no cinema, e Jon Bernthal, na série para TV, e ainda homenagear o amigo pelo seu conhecimento e escrita magnífica. Não sei se ficou à altura, mas saibam que tentei. 
 
 
Lundgren abriu caminho com tom soturno de ação dos anos 80. Jane tentou humanizar Frank, mostrando o luto por trás da caveira. Stevenson entregou a versão mais próxima dos quadrinhos da fase War Zone. Bernthal explorou o trauma e deu profundidade psicológica.
 
Francis "Frank" Castle, também conhecido como Frank Castiglione, foi criado por Gerry Conway, Ross Andru e John Romita. A primeira aparição aconteceu em The Amazing Spider-Man,129, de fevereiro de 1974.
 
Frank Castle era um veterano ítalo-americano do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, mestre em artes marciais, guerrilha e armamentos. Após voltar da guerra, sua esposa e dois filhos foram mortos em um tiroteio entre mafiosos no Central Park. 
 
Ele testemunhou o crime e a família foi executada para eliminar testemunhas. A Justiça falhou porque os mafiosos tinham álibis forjados e policiais comprados. Castle então assumiu a identidade de "O Justiceiro", declarando guerra pessoal contra o crime.
 
O Justiceiro teve seu auge nos anos 1980 e 1990 quando estrelou várias séries solo como The Punisher War Journal, The Punisher War Zone e The Punisher Armory. Sua abordagem sombria ao vigilantismo o tornou ícone da cultura pop.
 
 
 
A primeira adaptação foi lançada em 1989, com Dolph Lundgren e direção pouco criativa de Mark Goldblatt e uma produção com pouca fidelidade ao material original, por exemplo, Frank Castle não usa a caveira no peito. 
 
O filme se passa em esgotos e cassinos, com máfia italiana e japonesa. Lundgren entregou um Frank quase mudo e brutal, mas o roteiro fugiu muito dos quadrinhos.  
 
Castle enfrenta Gianni Franco (Jeroen Krabbé), chefe da máfia italiana responsável pela morte da família Castle; Lady Tanaka (Kim Miyori), líder da Yakuza que sequestra os filhos dos mafiosos para controlar Nova York. O filme recebeu críticas mistas e foi massacrado pela imprensa. Virou cult só nos anos 2000, em VHS.
 
Em 2004 estreou um novo longa de O Justiceiro, desta vez com Thomas Jane e direção e roteiro de Jonathan Hensleigh, autor de Duro de Matar: A Vingança. O cineasta buscou equilíbrio entre vingança pessoal e justiça brutal. Jane fez todo o treinamento militar para cenas de ação mais realistas. 
 
Nesta versão, o bandido é Howard Saint (John Travolta), magnata do crime que influenciado pela esposa Livia Saint (Laura Harring), ordena o assassinato da família de Castle. O veterano Roy Scheider, de Tubarão e Operação França, faz uma participação como o pai de Castle. 
 
A produção teve orçamento de US$ 33 milhões e rendeu receita de US$ 54,7 milhões. Virou cult pela dedicação de Jane, que quase protagonizou Punisher: War Zone, mas saiu por diferenças criativas.
 
Quatro anos depois Ray Stevenson ganhou o papel e Lexi Alexander assumiu a direção desta adaptação direta da fase Garth Ennis/Marvel MAX. Alexander elevou a violência a níveis extremos com muito sangue, cabeças explodindo e Billy Russoti/Billy Bonitão (Dominic West), mafioso que cai num triturador de vidro e vira o Retalho.
 
O longa-metragem dividiu opiniões: elogiado pela fidelidade aos quadrinhos, criticado pela narrativa simplista. Fracasso de bilheteria: custou US$ 35 milhões e arrecadou só US$ 10 milhões. Mesmo assim é a versão favorita de quem curte o Frank mais insano das HQs.
 
Os três filmes foram amplamente mal recebidos pela crítica, mas cada um contribuiu para solidificar o legado do personagem e cada ator trouxe uma faceta.
 
O Justiceiro é sempre movido pela mesma tragédia: a perda da família e a falência do sistema. Usa assassinato, espionagem, sequestro, extorsão e tortura na sua guerra. De 1974 até hoje, Frank Castle continua sendo o anti-herói que faz a pergunta incômoda: o que você faria se a justiça falhasse com você?
 
Entre 2017-2019 foi ao ar a série O Justiceiro, com Jon Bernthal. Foram produzidas duas temporadas, com 13 episódios cada. Lembrando que o personagem apareceu primeiro na segunda temporada de Demolidor. A atuação visceral de Bernthal roubou a cena e garantiu série solo.
 
Após se vingar dos responsáveis pela morte de sua família, Frank descobre uma conspiração militar maior. Na primeira temporada lida com Billy Russo/Retalho. 
 
Já a segunda traz Amy Bendix. Bernthal disse que queria "o Frank mais visceral e complexo, onde toda violência tem um custo real". Explorou o trauma de guerra e o TEPT, dando peso emocional inédito. Cancelada em 2019 com todas as séries Marvel/Netflix.
 
 
 
 
O Justiceiro: Uma Última Morte (2026), conta com direção de Reinaldo Marcus Green e Jon Bernthal como corroteirista. Na história, Frank Castle busca significado além da vingança, mas uma força inesperada o puxa de volta para a luta. "Justiceiro em alta octanagem", mais pesado e com menos restrições.
 
Quando ele leva para o lado pessoal, a coisa fica séria". Bernthal e Green "sonham com um longa solo do personagem". A Marvel ainda não confirmou, mas a recepção do especial pode definir isso. Em breve veremos Bernthal como Justiceiro no novo filme do Homem Aranha. 
 
Frank Castle é mais que um anti-herói com uma caveira no peito: ele é o reflexo brutal da pergunta que ninguém quer responder. Quando o sistema falha, até onde você iria? Por isso cada versão importa.
 
O Justiceiro não é sobre glorificar a violência, é sobre reconhecer que existe um limite onde a lei acaba e começa o homem. E Frank Castle sempre está disposto a cruzar essa linha por nós. 
 
É por isso que, 51 anos depois, ele continua relevante: porque ele carrega a nossa raiva, a nossa impotência e a nossa sede por justiça em um mundo que nem sempre é justo.
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