Na manhã desta segunda-feira (18), a Câmara Municipal de Porto Velho deu mais um capítulo à crise envolvendo o vereador Marcos Combate (Avante), acusado de agredir fisicamente um jornalista dentro da própria Casa de Leis.
Mesmo com o pedido de cassação já protocolado, o presidente da Câmara, Gedeão Negreiros, não realizou a leitura da denúncia durante a sessão plenária.
De acordo com informações obtidas pela reportagem do Rondoniavivo, Gedeão estaria com o documento em mãos, porém uma reunião realizada a portas fechadas, sem a entrada de celulares, teria antecedido a decisão de não apresentar o pedido em plenário.
Segundo relatos de bastidores, Marcos Combate teria afirmado que, caso o processo avançasse, passaria a denunciar supostos esquemas ilícitos envolvendo parlamentares da Casa, o que teria provocado recuo entre alguns vereadores.
O pedido de cassação ganhou força após manifestações promovidas por profissionais da imprensa, que denunciam ameaças, ataques e exposições públicas promovidas pelo vereador contra jornalistas da capital.
Caso a denúncia seja aceita e lida em plenário, a possibilidade de abertura de um processo de cassação é considerada real, já que o caso conta com testemunhas, entre elas o vereador Breno Mendes, além de registro de exame no Instituto Médico Legal (IML).
Mesmo diante das acusações, Marcos Combate segue exercendo normalmente o mandato. Críticos apontam que o vereador utiliza intimidação, pressão política e ataques pessoais como ferramenta de atuação pública.
Agora, resta saber até quando a Câmara Municipal permanecerá sob pressão diante das ameaças e denúncias envolvendo o parlamentar, que já responde a diversos processos na Justiça.