Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova (1990) foi o primeiro livro do jornalista e escritor Ruy Castro que li. Quando terminei, três certezas ficaram: é a obra definitiva sobre a Bossa Nova; o autor conhece o assunto e a partir dali eu leria todos os livros escritos por ele, seja qual fosse o tema.
Para nossa satisfação, em julho, sai pela Companhia das Letras mais um livro de Ruy Castro, uma coletânea de textos dedicados às suas grandes paixões: o samba, o Carnaval, a Bossa Nova e o Jazz. O título diz tudo: Eu gosto de música.
Com sua prosa inconfundível, Castro vai revelar fatos históricos, curiosidades que só quem esteve nos bastidores conhece e dar dica de algum artista imperdível cuja fama não sobreviveu ao tempo.
Que Ruy Castro gosta de música, não é novidade. Alguns de seus livros mais prestigiados se dedicam à ela: Chega de Saudade (1990), A Noite do Meu Bem (2015), A Onda que se Ergueu no Mar (2001). No novo livro, Ruy vai transportar os leitores aos palcos, estúdios de gravação e camarins do século XX para narrar a formação daqueles gêneros, desfazer mitos e falar de seus notáveis artistas fora do microfone.
Por Eu Gosto de Música vão desfilar nomes como Tom Jobim, João Gilberto, Gal Costa, Rita Lee, Noel Rosa, Dorival Caymmi, Carmen Miranda, Wilson Baptista, Billie Holiday, Frank Sinatra, Tony Bennett, Charlie Parker, Charles Mingus, Thelonious Monk e muitos outros que nos iluminaram com sua arte.
Vencedor do Prêmio Jabuti e do Prêmio Machado de Assis da ABL pelo conjunto da obra em 2022, que inclui títulos como O Anjo Pornográfico: A Vida de Nelson Rodrigues (1992); Estrela Solitária: Um Brasileiro Chamado Garrincha (1995); Ela é Carioca: Uma Enciclopédia de Ipanema (1999); A Onda que se Ergueu no Mar: Novos Mergulhos na Bossa Nova (2001); Saudades do Século XX (2004); Carnaval no Fogo: Crônica de uma Cidade Excitante Demais (2003); Tempestade de Ritmos (2007); O Leitor Apaixonado (2009); Carmen: Uma Biografia (2005); Metrópole à Beira-Mar: O Rio Moderno dos Anos 20 (2019); A Noite do Meu Bem: A História e as Histórias do Samba-Canção (2015); O Ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim (2020); Trincheira Tropical (2023), o mais recente.
Além das obras de não-ficção, Castro escreveu três romances: Era no Tempo do Rei: Um Romance da Chegada da Corte (2007); Bilac Vê Estrelas (2000) e Os perigos do Imperador, um romance do Segundo Reinado, vencedor do Jabuti 2023.
Ruy Castro (Caratinga, MG, 26 de fevereiro de 1948) é jornalista, escritor, biógrafo e tradutor. Começou no Correio da Manhã em 1967 e passou por Pasquim, Veja, Folha de São Paulo e O Estado de S. Paulo. Castro é um dos maiores biógrafos brasileiros, conhecido pelo rigor na pesquisa e pelo texto ágil, cheio de humor, ritmo e muita informação para o deleite dos seus leitores.