CONEXÃO RONDONIAOVIVO: Sen. Confúcio Moura fala sobre pré-candidatura ao Senado

Paulo Andreoli e Ivan Frazão recebem o ex-governador de Rondônia e atual senador que visa reeleição

CONEXÃO RONDONIAOVIVO: Sen. Confúcio Moura fala sobre pré-candidatura ao Senado

Foto: Rondoniaovivo

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
22 pessoas reagiram a isso.
O senador Confúcio Moura (MDB) confirmou oficialmente que disputará a reeleição ao Senado Federal nas próximas eleições. Em entrevista exclusiva aos jornalistas Paulo Andreoli e Ivan Frazão, no Conexão Rondoniaovivo desta segunda-feira (13), o ex-governador de Rondônia detalhou os motivos de sua decisão e fez uma ampla avaliação do atual cenário político estadual e nacional.
 
Questionado sobre as críticas de que estaria com idade avançada para um novo mandato, Confúcio, de 78 anos, argumentou que o Senado é um espaço que exige "sensatez" e "maturidade", citando exemplos históricos de parlamentares longevos e influentes, como Pedro Simon e Ulysses Guimarães.
 
Ao definir seu posicionamento ideológico, classificou-se como um social-democrata, fã de figuras como Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, e rejeitou rótulos extremistas. 
 
Sobre a polarização atual, o senador foi enfático ao classificar o bolsonarismo como uma "anomalia" e uma "disfunção cognitiva", comparando o movimento a seitas idolátricas estudadas pela psicologia acadêmica.
 
Pedágio da BR-364
 
Durante a entrevista, Confúcio rebateu a tentativa de adversários de usarem o pedágio como munição eleitoral para atacá-lo e não fugiu da responsabilidade por ter apoiado a privatização. "Eu prefiro pagar pedágio para ter uma rodovia boa, sem buraco, toda sinalizada", disse. 
 
Ele destacou que a BR-364, historicamente conhecida como "rodovia da morte", sofre hoje com um tráfego insuportável de carretas pesadas, o que torna a via perigosa sem a devida manutenção. 
 
Contudo, o senador concordou que as tarifas atuais pesam no bolso do cidadão e do setor de transporte, sugerindo que o valor pode ser reduzido futuramente mediante a revisão e a prorrogação do tempo de contrato (de 30 para 40 anos, por exemplo) junto à agência reguladora.
 
Verbas federais e críticas a Marcos Rocha
 
Ao fazer um balanço do que trouxe para Rondônia em seu mandato, Confúcio minimizou as pequenas emendas de custeio e destacou a articulação de recursos estruturantes robustos. Segundo ele, o orçamento federal destinado à manutenção da BR-364 saltou de uma média histórica de R$ 14 milhões para R$ 600 milhões anuais no atual governo. Também enfatizou a destinação de R$ 450 milhões já garantidos para a construção da ponte binacional de Guajará-Mirim.
 
Para justificar sua aliança e proximidade com o presidente Lula (PT), o senador pregou o pragmatismo e a governabilidade em prol de soluções para o estado. Em contrapartida, alfinetou duramente o atual governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSD), apontando que o chefe do Executivo estadual vive isolado e "não vai a Brasília conversar" em busca de recursos federais.
 
Privatização da Caerd e a farra das emendas
 
Sobre a infraestrutura urbana dos municípios, o senador declarou apoio à concessão dos serviços de água e esgoto à iniciativa privada. Ele argumentou que autarquias públicas como a Caerd estão “asfixiadas”, comprometendo quase 90% da arrecadação apenas com a folha de salários, o que lhes retira qualquer capacidade financeira de atingir as metas impostas pelo Marco do Saneamento até 2033.
 
Provocado sobre a polêmica destinação de verbas públicas para o financiamento de shows, Confúcio defendeu o investimento na chamada "economia criativa", citando o gigantesco retorno financeiro que festas como o Festival de Parintins e o Arraial Flor do Maracujá trazem para a rede hoteleira e de serviços locais. 
 
No entanto, fez um alerta grave: políticos mal-intencionados têm usado esse mecanismo para desviar recursos, contratando seus próprios caminhões e palcos com o dinheiro de emendas, manobra que já está rendendo escândalos e investigações no Ministério Público.
 
Meio Ambiente e o futuro do MDB
 
Na área ambiental, Confúcio defendeu a proteção das reservas e terras da União contra a grilagem. Ele explicou que a compatibilização entre o agronegócio e a preservação ecológica é uma questão de sobrevivência econômica, alertando que o desmatamento descontrolado afeta o clima e prejudica as próprias safras dos produtores rurais.
 
Por fim, ao fazer uma autocrítica sobre o cenário político atual, turbinado pelos recursos do fundão eleitoral, afirmou que as siglas no Brasil viraram "partidos de ocasião".
 
O senador admitiu abertamente que o MDB em Rondônia está envelhecido e em decadência, necessitando atrair a juventude para seus quadros. Apesar do diagnóstico pessimista sobre o próprio partido, garantiu que não mudará de legenda por uma questão de fidelidade e gratidão aos inúmeros amigos que o acolhem no interior do estado.
 

Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site