ENTREVISTA: Neidinha Suruí defende retirada de búfalos do Guaporé e critica inércia do Congresso

Pré-candidata ao Senado pelo PSB alerta para a "ebulição climática" e aponta graves riscos ambientais e sanitários causados por animais exóticos introduzidos na região amazônica

ENTREVISTA: Neidinha Suruí defende retirada de búfalos do Guaporé e critica inércia do Congresso

Foto: Reprodução via Kanindé

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
3 pessoas reagiram a isso.
A ativista de direitos humanos e pré-candidata ao Senado por Rondônia, Neidinha Suruí, destacou a urgência de políticas ambientais e criticou duramente a atual composição do Congresso Nacional em entrevista ao Conexão Rondoniaovivo, que foi ao ar nesta terça-feira (26).
 
CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA
 
 
 
Para a ambientalista, grande parte dos políticos atua contra os interesses da população, citando como exemplo o posicionamento parlamentar que visa manter o modelo da escala de trabalho 6x1.  "Se vocês olharem o que eles fizeram com a escala 6x1, votaram contra o povo para manter um novo modelo de escravidão", avalia a pré-candidata ao Senado pelo PSB.
 
 
Ao abordar questões regionais, Neidinha defendeu a retirada imediata dos búfalos do Vale do Guaporé, explicando que os animais são uma espécie exótica introduzida na década de 1950 que hoje compacta o solo, afeta a fauna nativa e ameaça aldeias indígenas de povos como os Tupari.  
 
 
Além da destruição ambiental, ela fez um alerta contundente sobre o risco à saúde pública, uma vez que os búfalos selvagens não recebem vacinação e podem transmitir doenças tanto para os rebanhos locais quanto para as pessoas que venham a consumir sua carne. "Eles são uma espécie exótica, não são daqui, e não são vacinados", explicou.
 
 
Prestes a defender sua tese de doutorado sobre o ativismo das mulheres amazônidas, Neidinha reforçou que o mundo deixou o status de emergência para entrar em uma verdadeira "ebulição climática", o que demanda responsabilidade com as presentes e futuras gerações. "O Brasil e o mundo estão mais vulneráveis, pois não é mais emergência climática, é ebulição climática", alertou.
Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site