NÃO COMIA: Delegado mantém prisão de família; Menina pediu água antes de morrer

Madrasta disse que decidiu com o marido para manter a vítima amarrada na cama

NÃO COMIA: Delegado mantém prisão de família; Menina pediu água antes de morrer

Foto: Rondoniaovivo

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O delegado de plantão no Departamento de Flagrantes manteve a prisão de Callebe José S., 41, da esposa dele de 44 anos e da mãe de 60 anos.
 
Os três são acusados de envolvimento na morte da adolescente Isabelle dos Santos Silva, 16, na data de ontem (24) em uma residência no setor chacareiro do bairro Jardim Santana, zona Leste da capital de Rondônia.
 
Eles foram indiciados nos crimes de tortura com resultado morte, cárcere privado e fraude processual, pois tentaram destruir provas ao queimarem as roupas da adolescente em uma fogueira.
 
A menina foi encontrada morta em uma cama e apresentava uma série de feridas, inclusive com larvas, além de estar muito debilitada por desnutrição severa.
 
A  madrasta confessou que em comum acordo decidiu com o marido deixar a adolescente amarrada na cama após ela fugir de casa no dia 28 de dezembro do ano passado e retornar no último dia 15 de janeiro.
 
A mulher alegou ainda que a sogra só ficou sabendo do caso na data de ontem (24) e que antes de morrer a adolescente pediu água. "Ela bebeu água, deu um sopapo e morreu", disse a mulher.
 
A madrasta afirmou também que a enteada por conta própria, devido estar amarrada, não aceitava alimentação. 
 
Os três acusados seguem presos e passarão por audiência de custódia nas próximas horas.
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