Caso Luziene: acusados serão ouvidos amanhã
A juíza da 2ª Vara Criminal de Rio Branco, Denise Bonfim, ouve em depoimento nesta segunda-feira três acusados de participação na morte da estudante Luziene Queirós, assassinada em maio de 1999. Domingos Martins da Silva Filho, o Barna, Davi Camurça da Cunha e Ernanes Nunes de Castro, irão prestar esclarecimentos sobre o processo onde foram denunciados pelo Ministério Público Estadual, como autores da morte da estudante.
A audiência deveria ter ocorrido no dia 15 de fevereiro, mas um dos acusados não foi intimado, o que levou a magistrada a marcar nova data para os depoimentos. Os três acusados tem como advogado Francisco Valadares Neto, que apesar de procurado, não foi encontrado pela reportagem para falar por seus clientes. Na audiência, serão ouvidos também o subtenente Raimundo Caetano e o sargento Emidio Fernandes Barros, da Polícia Militar. Os dois pertenciam ao Batalhão da PM em Sena Madureira, na época do homicídio.
O processo foi trazido para Rio Branco por meio de precatória e será conduzido até a conclusão para a juíza Denise Bonfim, que pretende concluí-lo no menor espaço de tempo possível. A audiência está marcada para as 9h, no Fórum criminal, Av. Getúlio Vargas, bairro do Bosque.
Para relembrar o caso
A estudante Luziene Queirós foi estuprada e estrangulada na noite de 21 de maio de 1999 em Sena Madureira. O corpo da garota, que na época tinha 17 anos, foi encontrado em um matagal, nua e com visíveis sinais de espancamento. O crime abalou a cidade e abriu uma nova página na história policial do município. Durante meses, a polícia trabalhou na tentativa de identificar os culpados.
No ano seguinte, três agricultores foram presos e passaram quase três anos no presídio, cumprindo pena por um crime que não cometeram. No ano passado, eles receberam uma indenização de R$ 145 mil reais do estado, que reconheceu a injustiça cometida contra eles.
Após um novo inquérito elaborado pelo delegado Silvano Rabelo, designado pela Secretaria de Segurança para cuidar exclusivamente do caso, surgiram os nomes de Ernanes, Barna e Davi. Havia ainda um outro acusado, que na época era de menor de idade, e que se livrou do processo ao completar 21 anos. Era o filho da ex-prefeita de Sena Madureira, Toinha Vieira, Tácio, que chegou a ir mora fora do Acre por conta da ameaça de ser preso.
Com base no inquérito policial, o MPE denunciou o trio à Justiça, que inclusive, em 2004, decretou a prisão de todos eles. Mas os acusados passaram menos de três meses recolhidos na unidade prisional de Sena Madureira.
Jairo Barbosa
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