A agressão sofrida pelo repórter policial Richard Nunes, do
Rondoniaovivo, será investigada com "toda a rigidez" pela Polícia Civil do estado. A garantia foi dada pelo Secretário de Segurança Pública de Rondônia, Dr. Hélio, durante reunião com representantes da Federação Nacional dos Comunicadores (FENACON) e o empresário e jornalista Paulo Andreoli nesta terça-feira (12).
Nunes foi atacado na manhã de segunda-feira (11) enquanto transmitia ao vivo os desdobramentos de um acidente de trânsito com vítima fatal na zona Leste de Porto Velho (RO). Nas imagens da transmissão, Richard aparece sendo cercado, ofendido e agredido com golpes de capacete por supostos familiares da vítima e pelo motorista de um dos veículos envolvidos no acidente.
Segundo o repórter, a gravação era feita a uma distância segura e não exibia a vítima, em respeito à família. O jornalista relatou que os golpes atingiram sua cabeça, mas o capacete que ele próprio usava amortizou o impacto, evitando ferimentos mais graves. Richard passa bem e não necessitou de atendimento médico.
Repercussão
O caso, registrado pela Polícia Militar e encaminhado à 6ª Delegacia de Polícia Civil como lesão corporal dolosa, ganhou forte repercussão entre as entidades de defesa da imprensa.
Em reunião na Secretaria de Segurança Pública, o representante estadual da FENACON cobrou apoio institucional para a proteção dos profissionais de mídia no exercício da profissão. Em resposta, o Secretário de Segurança, Dr. Hélio, enalteceu a parceria com a imprensa rondoniense e informou que medidas imediatas já foram tomadas.
"Já conversei com o Dr. Jeremias, nosso diretor da Polícia Civil, que repassou o caso ao Dr. Tiziano, diretor de Polícia Metropolitana. Ele irá cuidar pessoalmente desse caso com toda a rigidez", assegurou o secretário. "Dentro dos limites da lei, vamos agir para que isso nunca mais aconteça, para que tenha efeito didático e entendam que a nossa imprensa merece ser protegida."
Os agressores ainda não foram formalmente identificados pela polícia. Nas imagens veiculadas pelo portal, os rostos foram borrados em atendimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), devido à possível presença de menores no grupo que cercou o repórter.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia (Sinjor-RO) repudiou os ataques, classificando o episódio como uma ameaça direta à liberdade de imprensa, e cobrou a rápida punição dos responsáveis.