O caso de Bennu mostra por que o monitoramento de asteroides é considerado uma questão de segurança planetária
Foto: Shutterstock
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O asteroide Bennu é monitorado por cientistas devido a uma pequena possibilidade de colisão com a Terra em 24 de setembro de 2182.
O objeto, que tem cerca de 500 metros de diâmetro, passa relativamente próximo do planeta a cada seis anos, mas isso não significa que uma colisão seja iminente.
A estimativa ganhou destaque após estudos realizados com dados da missão OSIRISREx, da NASA, que coletou amostras de Bennu e as trouxe à Terra em 2023.
As informações ajudam pesquisadores a compreender a composição, a trajetória e os fatores que podem alterar a órbita do asteroide.
Segundo estimativas da NASA, a probabilidade de Bennu atingir a Terra em 2182 é de aproximadamente 1 em 2.700, ou cerca de 0,037%.
Embora o risco seja muito baixo, o asteroide é considerado um dos objetos próximos da Terra que merecem acompanhamento contínuo.
Uma eventual colisão liberaria uma quantidade extremamente elevada de energia, capaz de provocar consequências devastadoras em escala regional.
A comparação com dezenas de bombas nucleares, porém, é uma estimativa ilustrativa da energia do impacto e não significa que o asteroide carregue uma explosão nuclear.
A missão OSIRIS-REx não foi lançada especificamente para desviar Bennu.
Seu principal objetivo foi estudar o asteroide e trazer amostras para análise científica. Os dados obtidos podem contribuir para o desenvolvimento de estratégias futuras de defesa planetária.
A NASA e outras agências espaciais monitoram continuamente asteroides que podem passar perto da Terra.
A experiência da missão DART, que conseguiu alterar a órbita de um asteroide ao atingir deliberadamente seu sistema binário, demonstrou que a humanidade já possui uma tecnologia capaz de testar técnicas de desvio de objetos espaciais.
Apesar do cenário distante, o caso de Bennu mostra por que o monitoramento de asteroides é considerado uma questão de segurança planetária.
Por enquanto, não há motivo para alarme: a possibilidade de impacto permanece muito baixa e ainda existem mais de 150 anos para observação e eventual desenvolvimento de medidas de defesa.
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