ELES VOLTARAM: Centro Histórico de Porto Velho ainda enfrenta furtos apesar de medidas

O imóvel permanece desativado e, mesmo depois de o governo instalar uma estrutura de alvenaria para impedir a entrada, moradores de rua voltaram a ocupar o local

ELES VOLTARAM: Centro Histórico de Porto Velho ainda enfrenta furtos apesar de medidas

Foto: Reprodução

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Medidas adotadas para tentar conter furtos e invasões no Centro Histórico de Porto Velho reduziram alguns pontos de vulnerabilidade, mas não eliminaram o problema. Ainda são registrados furtos de metais e fios, arrombamentos de estabelecimentos comerciais e invasões de imóveis abandonados, especialmente em áreas onde usuários de drogas e pessoas em situação de rua costumam permanecer.

 

Nos últimos meses, prédios abandonados foram demolidos e antigos imóveis utilizados por órgãos públicos passaram a ser isolados para impedir o acesso. A estratégia busca retirar estruturas que funcionavam como abrigo e dificultar a ação de pessoas que entram nos imóveis para retirar materiais com valor de revenda.

 

Um dos pontos que voltou a chamar atenção é o prédio onde funcionou a antiga Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher. O imóvel permanece desativado e, mesmo depois de o governo instalar uma estrutura de alvenaria para impedir a entrada, moradores de rua voltaram a ocupar o local.

 

Parte do isolamento chegou a ser danificada. Tijolos foram retirados da estrutura, abrindo novamente uma passagem para dentro do prédio. O imóvel, que há bastante tempo é utilizado como abrigo improvisado, voltou a apresentar sinais de ocupação.

 

A situação expõe uma dificuldade que vai além da simples retirada de pessoas das edificações. Enquanto prédios abandonados continuarem disponíveis como abrigo, depósito ou ponto de acesso, novas barreiras físicas podem ser rompidas ou contornadas.

 

O presidente da Associação dos Ferroviários da EFMM, George Telles, alerta que além de isolar os imóveis inutilizados é preciso uma presença mais efetiva do Estado e Município, no sentido de recuperar essa população de rua.

 

Fios, metais e arrombamentos

 

O furto de materiais metálicos e fios continua entre os principais problemas associados à degradação de imóveis abandonados e áreas pouco movimentadas do Centro Histórico. Portas, grades, instalações elétricas e outros componentes podem ser retirados e vendidos posteriormente.

 

Comerciantes também enfrentam o risco de arrombamentos, principalmente durante períodos de menor circulação de pessoas. A presença de imóveis abandonados nas proximidades aumenta a sensação de insegurança e cria pontos de acesso e esconderijo.

 

O problema, portanto, não está restrito à população em situação de rua. A vulnerabilidade urbana facilita a atuação de criminosos que podem explorar esses espaços para furtar materiais e invadir estabelecimentos.

 

Demolição e isolamento não resolvem sozinhos

 

A demolição de imóveis abandonados e o isolamento de prédios públicos representam medidas de controle físico, mas não solucionam sozinhas a questão da segurança no Centro Histórico. A prefeitura destruiu antigos comércios que estavam abandonados em áreas públicas.

 

 

A retirada das pessoas dos prédios precisa ser acompanhada por fiscalização permanente, recuperação dos imóveis, iluminação, ocupação dos espaços e políticas de atendimento social. Caso contrário, a população em situação de rua tende a migrar para outro imóvel abandonado, enquanto os pontos vulneráveis continuam disponíveis para furtos e invasões.

 

O caso da antiga Delegacia da Mulher é um exemplo dessa dinâmica: depois que o acesso foi bloqueado, a estrutura foi parcialmente destruída para permitir novamente a entrada.

 

A situação mostra que Porto Velho avançou em algumas medidas de contenção, mas ainda enfrenta um problema estrutural no Centro Histórico. Sem recuperação efetiva dos imóveis, vigilância e ocupação permanente da região, furtos de fios e metais, arrombamentos e invasões tendem a continuar sendo parte da rotina.

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