Quando o assunto é animais que mais matam seres humanos, muitas pessoas pensam em tubarões, crocodilos ou grandes predadores. No entanto, os maiores responsáveis por mortes no planeta são espécies muito menores e aparentemente inofensivas. O mosquito lidera o ranking que inclui cobras, cães e até lombrigas. Em Rondônia, estado que convive historicamente com casos de malária e surtos recorrentes de dengue, e o mosquito representa uma ameaça muito maior do que outros predadores.
De acordo com levantamento divulgado pela revista Superinteressante, cerca de 1,5 milhão de pessoas morrem anualmente em decorrência de animais. O principal responsável é o mosquito, conhecido na Amazônia como carapanã, transmissor da malária.
Sozinho, o inseto está associado a aproximadamente 669 mil mortes por ano em todo o mundo, devido à disseminação do parasita causador da doença, especialmente em regiões tropicais e subtropicais.
Rondônia tem histórico de doenças transmitidas por mosquitos
Em Rondônia, o alerta é ainda maior. O estado registra historicamente elevada incidência de malária, principalmente em áreas rurais, ribeirinhas e regiões de expansão populacional. Além disso, a população também enfrenta a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que frequentemente provocam surtos e pressionam os serviços de saúde.
Em 2026, Rondônia apresenta um cenário epidemiológico favorável para ambas as doenças, registrando quedas significativas nos casos de dengue e malária em comparação aos anos anteriores. Os números e ações de controle estaduais mostram o seguinte panorama
Já em 2025, Rondônia registrou queda significativa nos casos de dengue e malária. Nos primeiros cinco meses do ano, foram contabilizados 2.896 casos prováveis de dengue, uma redução de quase 78% em comparação com o mesmo período de 2024. Já a malária apresentou recuo de 52,8% no primeiro trimestre, com 1.067 notificações registradas. Apesar da redução, a doença continua endêmica na região amazônica, com maior incidência em municípios do interior, áreas ribeirinhas e terras indígenas, como Guajará-Mirim, enquanto Porto Velho segue concentrando grande parte dos registros de dengue devido à elevada densidade populacional.
Cachorro também oferece riscos
Outro animal que aparece entre os mais letais é o cachorro. Apesar de ser considerado o melhor amigo do homem, ele pode transmitir o vírus da raiva, doença quase sempre fatal quando não tratada rapidamente. A enfermidade causa milhares de mortes todos os anos, especialmente em países com baixa cobertura vacinal.
O ranking demonstra que o perigo para os seres humanos nem sempre está na força física dos animais, mas na capacidade de transmitir vírus, bactérias e parasitas responsáveis por doenças graves.
Ações como combate aos criadouros de mosquitos, vacinação, saneamento básico, uso de repelentes, diagnóstico precoce e acesso aos serviços de saúde são fundamentais para reduzir o número de mortes associadas a essas enfermidades.