Ele não conseguiu comprovar na Justiça, as acusações feitas contra a empresa de energia
Foto: Divulgação
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Convidado para depor na CPI da Energisa, montada pela Assembleia Legislativa do estado de Rondônia – ALE/RO, o ex-funcionário da empresa, Sidney Sandrinni, que é o autor da denúncia do suposto “golpe do fio preto”, se tornou uma peça fundamental para o desenrolar das medidas tomadas pelo Poder Legislativo.
Acontece que na outra ocasião em que Sidney falou para uma bancada de deputados que debatiam o mesmo tema que o da ALE/RO, no estado do Mato Grosso do Sul, onde a Energisa também atua, ele acabou perdendo o emprego e sendo multado em R$ 20 mil por ataques sem provas à empresa.
Justa causa e danos morais
De acordo com a sentença expedida pelo juiz Joliete Melo Rodrigues Honorato, da 7º Vara do Tribunal Regional do Trabalho da 13º Região, Sidney foi convidado a falar em audiências públicas realizadas nas cidades de Coxim e Campo Grande, ambas do Mato Grosso do Sul, sobre a denúncia envolvendo o suposto golpe do fio preto.
Nas audiências, Sidney se referiu à Energisa como “crime organizado”, chamou um dos diretores da ANEEL de “canalha, fanfarrão e cretino”, além de outras acusações e ofensas registradas no despacho de sentença condenatória.
Ao retornar das audiências para casa, na cidade de João Pessoa, estado do Paraíba, onde a Energisa também atua, Sidney ainda ficou mais cinco dias sem trabalhar com base em atestados médicos.

A decisão
De acordo o despacho da sentença, Sidney apresentou dois atestados, o primeiro de três dia deixado por um de seus familiares na portaria da empresa e o outro de dois dias que foi enviado por e-mail.
Ciente das acusações feitas por Sidney, a Energisa decidiu rescindir o contrato de trabalho com Sidney, sob as alegações de faltas graves como incontinência de conduta ou mau procedimento, desídia no desempenho das referidas funções, ato de indisciplina ou de insubordinação e ato lesivo da honra ou da boa fama contra o empregador e superiores hierárquicos, o que foi considerado correto pela Justiça do Trabalho em deferência das provas apresentadas.
Sobre as acusações feitas durante a fala de Sidney à Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, a Justiça considerou como dano moral e condenou ele a pagar o valor de R$ 20 mil, isso além de mais R$ 800 das custas processuais.

CPI em Rondônia
Esses fatos vindos à luz do cidadão rondoniense podem colocar em xeque tudo que for dito por Sidney, já que nos autos do processo nº 00283-2013-006-13-00-0, ele mesmo teria afirmado que nunca fez ou viu alguém fazer o chamado “golpe do fio preto”.
Todas as denúncias de Sidney foram objetos de investigação e auditorias do Ministério Público da Paraíba, Polícia Federal, Assembleia Legislativa da Paraíba, Câmara de Vereadores de João Pessoa, Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e Agência Reguladora da Paraíba – ARPB, nada de concreto foi encontrado por esses órgãos de fiscalização e as acusações afastadas.
Na Justiça do Trabalho, Sidney não venceu nenhuma das ações movidas contra a Energisa.
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