A Câmara Municipal de Porto Velho realizou na manhã desta quarta – feira, 4 , audiência pública para discutir e propor mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida do governo federal que está contemplando a capital de Rondônia.
Autor da propositura que solicitou a realização da solenidade, o vereador Cláudio da Padaria (PC do B) justificou a sua iniciativa. “Diariamente, recebemos em nossos gabinetes pessoas com problema de moradia”, frisou ele. “É importante que esta casa acompanhe como está sendo resolvido esse problema no Município”, completou o parlamentar.
O déficit habitacional em Porto Velho é de 27.058 famílias, sendo 7.015 (26%) na zona rural e 20.042 (74%) na zona urbana, conforme dados da Fundação João Pinheiro, a qual mapeou o déficit habitacional no Brasil. Os dados de Porto Velho, cuja fonte é o Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLSHIS), leva em consideração a explosão demográfica causada com a chegada dos grandes empreendimentos das usinas do Madeira.
Para explicar como a Prefeitura Municipal está encarando a problemática, o secretário municipal de Regularização Fundiária e Habitacional, Ian Cleber Cerqueira, fez um balanço das ações da sua pasta no plenário do Legislativo. “Para segunda etapa do Programa Minha Casa Minha Vida existe 1.056 casas em fase de contratação na Caixa Econômica e 4.120 em fase de análise pela Prefeitura e Caixa”, informou Ian.
Depois da apresentação do secretário e de representantes de outros órgãos ligados ao setor de habitação como Governo do Estado, Caixa Econômica e Banco do Brasil, o presidente da Central Única dos Movimentos Sociais e Popular (Cumps), Josué Shockness, ocupou a tribuna da Casa de Leis e proferiu um discurso em tom de crítica. “O papel aceita tudo. Os números são muito bonitos, mas precisamos de ações concretas e objetivas”, concluiu.