*O relatório da Comissão Externa de Rondônia no Senado já foi concluído e será entregue ao presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, na próxima quarta feira, dia 14. O documento pede a cassação de 22 deputados acusados de envolvimento em corrupção, assim como a intervenção federal no Estado de Rondônia, governado por Ivo Narciso Cassol (PPS).
*A informação foi dada pelo senador Sibá Machado (PT/AC), que presidiu a Comissão de investigação junto com a Polícia Federal. Na ocasião foram analisados vários documentos e as fitas divulgadas pela Rede Globo. O serviço de investigação constatou que além das fraudes na folha oficial de pagamento, havia uma folha paralela, uma folha fantasma e outra "gafanhoto", onde a pessoa era chamada para trabalhar e dividia o salário com o contratante. Ainda pesa sobre a Assembléia Legislativa do Estado a descoberta de roubos nas licitações, representando um rombo calculado em aproximadamente R$ 15 milhões, em cinco anos.
*De acordo com Sibá, depois das denúncias e do início das investigações da Polícia Federal e dos senadores, os assaltos aos cofres públicos de Rondônia continuaram. Segundo ele, diante das graves acusações que pesam contra o grupo político do Estado, somente um poder maior, o federal, poderá interferir para resolver de uma vez por todas a situação. "Não tem outra saída senão agir assim, porque eles não vão parar", frisou.
*As gravações exibidas pela Rede Globo mostram seis deputados de Rondônia, representando um grupo de dez que tentavam extorquir o governador catarinense Ivo Cassol. Eles exigiam uma contribuição mensal de R$ 50 mil, em troca de apoio político As fitas foram gravadas pelo próprio Cassol, que tratou de levá-las pessoalmente às autoridades federais.
*Na época o governador já enfrentava denúncias de irregularidades com o orçamento e estava ameaçado de sofrer um processo de impeachment. Cassol era acusado pelo Superior Tribunal de Justiça por improbidade administrativa no período em que foi prefeito da cidade de Rolim de Moura, de 1998 a 2001. O relatório deverá ser analisado pelo Congresso nos próximos dias.