Ibama concorda em repassar atribuições ao estado em auxílio ao setor madeireiro

Ibama concorda em repassar atribuições ao estado em auxílio ao setor madeireiro

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Foto: Divulgação

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*Foto/legenda: Reunião sinalizou para uma solução que poderá reativar setor madeireiro * *A depender dos resultados de uma reunião realizada no final da tarde de anteontem no salão de convenções da Casa da Indústria, sede da Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), na capital, a pior crise já enfrentada pela indústria madeireira no Estado está com os dias contados. A forte retração sentida pelo setor, que levou ao fechamento de várias empresas e produziu um volume dramático de demissões em massa, deve começar a ser revertida já nos próximos dias. *Articulada pelo presidente do Sistema Indústria (Fiero, IEL, Senai e Sesi), Euzébio Guareschi, através da Câmara Setorial da Madeira, um organismo da Fiero, a reunião contou com a presença do governador Ivo Cassol. Os empresários madeireiros aproveitaram para cobrar maior agilidade na operacionalização do chamado ‘pacto federativo’, procedimento pelo qual o Ibama delegará competência ao estado para atuar em atividades específicas do órgão federal, como emissão de Autorização para Transporte de Produto Florestal (ATPF) e análise de planos de manejo, duas principais reivindicações da base industrial madeireira de Rondônia. *Os empresários cobraram também a continuidade dos estudos que vinham sendo conduzido pela Secretaria do Desenvolvimento Ambiental para a exploração das reservas extrativistas do estado e que foram interrompidos. O governador argumentou que os engenheiros florestais que estavam atuando no estudo tiveram que ser removidos, o que prejudicou o andamento do trabalho. De qualquer forma, prometeu contratar novos profissionais, via Emater, para dar prosseguimento ao estudo. Essas contratações já estariam autorizadas pela Assembléia Legislativa. *O ex-coordenador da Câmara Setorial da Madeira, José Ribamar Oliveira, pediu ainda que o governador revisse algumas das remoções e fizesse a relotação dos profissionais que iniciaram o estudo. *Ao mesmo tempo, a Sedam vai agilizar a elaboração de convênio para a contratação de uma empresa do Mato Grosso que dará consultoria nas atividades de liberação de ATPF e de análise dos planos de manejo. Com amplo ‘know-how’ nessas atividades, a empresa realizou um trabalho que, segundo Oliveira, foi considerado uma verdadeira revolução na atividade madeireira no Mato Grosso. *O convênio, segundo previsão do titular da Sedam, Augustinho Pastore, deverá estar pronto para ser assinado num prazo de trinta dias. *Parceria da Fiero *Em todo o Estado são 22 reservas extrativistas estaduais, das quais, em cinco, foram iniciados os estudos para o aproveitamento madeireiro de baixo impacto, já que essas unidades são de uso múltiplo, das quais a exploração madeireira, embora permitida, não está entre suas prioridades. *Durante a reunião, o presidente da Fiero, Euzébio Guareschi fez questão de destacar a condição de parceria da entidade com o governo, para intermediar uma solução para os problemas comuns. Nesse sentido, é de iniciativa da Fiero três grandes projetos que podem ser considerados como a redenção da indústria madeireira no Estado. *O primeiro é a incorporação das reservas extrativistas ao processo produtivo. O segundo, que está em tramitação em Brasília, compõe-se de um completo projeto de reflorestamento, com o uso também das Florestas Estaduais de Rendimento Sustentável. São 11 unidades, com potencial para abastecer a indústria madeireira por décadas. *Burocracia *O terceiro, uma das principais reivindicações da base industrial madeireira, é uma depreensão lógica, mas que esbarra na burocracia piorada pela legislação. É daqueles casos em que o fundamentalismo ambiental afronta o mais comezinho princípio da racionalidade. *Trata-se do aproveitamento da madeira oriunda das derrubadas ilegais. Embora, à primeira vista, pareça que se pretenda dar verniz legal à ilegalidade, não se trata disso. Essa madeira está apodrecendo nas mais de cem mil propriedades rurais existentes no Estado. Foram derrubadas ilegalmente e a legislação, naturalmente, não permitiu sua retirada. *O cerne do questionamento é que o problema foi criado e precisa de uma solução. Segundo estudo conduzido pela Câmara Setorial da Madeira, são aproximadamente 40 milhões de metros cúbicos de madeira apodrecendo nas pastagens, matéria-prima suficiente para abastecer a indústria madeireira por um período de trinta anos, sem a necessidade de se avançar sobre novas áreas florestais. *A questão é encontrar um meio legal para fazer esse aproveitamento. A Fiero já se esforçou junto ao Ministério Público, Sedam, Ibama e outros órgãos, em busca de uma solução, mas as tentativas, por enquanto, têm sido infrutíferas. Em função disso, a entidade vai insistir em mais um esforço, através da contratação de um técnico de alto nível para buscar uma solução. *- Cabe ao Poder Público ser agora o grande parceiro desse que é um dos mais importantes segmentos econômicos do Estado, observou Euzébio Guareschi.
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