Roraima - Amputação de pernas: Sesau afasta profissionais envolvidos

Roraima - Amputação de pernas: Sesau afasta profissionais envolvidos

 Roraima - Amputação de pernas: Sesau afasta profissionais envolvidos

Foto: Divulgação

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
0 pessoas reagiram a isso.
*A secretária Estadual de Saúde, Eugênia Glaucy, confirmou ontem, em entrevista à Folha, o afastamento dos profissionais envolvidos no caso do paciente que teve parte da perna amputada. O médico que estava coordenando a cirurgia, a enfermeira que entregou uma caixa com parte do membro amputado para os familiares e a assistente social que não tomou as devidas providências quanto ao destino de parte da perna amputada não estão mais exercendo suas funções no Hospital Geral Rubens de Souza Bento (HGR). *Eugênia Glaucy reconheceu que a atitude da enfermeira e da assistente social foi fora do procedimento adotado pelo HGR e disse que o ato médico não pode ser penalizado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), por isso uma sindicância foi instaurada para investigar o caso. Ela ressaltou que todos os procedimentos administrativos foram tomados para que não ocorra fato semelhante. Após 60 dias será anunciado o resultado da sindicância. *Quanto ao ato médico, a secretária disse que a denúncia será encaminhada ao CRM (Conselho Regional de Medicina) para que instaure sindicância. “Somente o conselho pode punir o médico devido ao seu ato”, esclareceu, ao acrescentar que um dos médicos que fez parte da avaliação do paciente foi afastado do cargo de imediato. *“Assim será apurada e concluída a culpabilidade do profissional. Mas o médico foi afastado de suas funções, assim como a enfermeira e a assistente social. Porque a gestão não tem culpa, já que damos meios de trabalho. Agora não posso me responsabilizar pelo ato pericial. Dentro de 60 dias a sindicância será concluída”, reforçou. *A secretária esclareceu que o paciente sofreu um acidente e teve uma amputação traumática do pé. Ele ficou no hospital e recebeu todo o tratamento. “Mas, como teve uma complicação, houve a necessidade de amputar mais um segmento da perna, em cirurgia realizada no Hospital Geral. O primeiro médico que o atendeu viajou, mas mesmo assim o sistema providenciou a segunda cirurgia dele”, disse. *Ela confirmou que o primeiro médico que atendeu o paciente teve que viajar e não deixou nenhum outro profissional acompanhando o caso. “Quem vai verificar se houve ou não negligência será a comissão de ética do hospital. A sindicância será solicitada”, explicou ao complementar que o fato da família pedir explicações foi devido à enfermeira ter entregado a caixa com o membro amputado. *“O que aconteceu é que uma enfermeira do centro cirúrgico, logo que terminou a cirurgia, entregou para a família o segmento do membro que foi amputado, cerca de 20 centímetros. Esse não é e nunca foi o procedimento correto. Então, não é uma responsabilidade da administração do hospital ou do setor de saúde. É uma responsabilidade técnica profissional, porque o profissional sabe qual é o destino adequado. Existe uma comissão de infecção hospitalar, um fluxo orientado, inclusive por normas internacionais. Só que alguns meios de comunicação não querem saber disso, o que é verdadeiro, e aproveitam da situação para fazer politicagem”, reclamou. *Glaucy frisou que o paciente teve assistência e ontem a família queria uma explicação sobre onde colocar o membro amputado. “Mas a assistente social, à sua revelia e no seu posicionamento, ao invés de dizer que iria consultar a administração e dizer para onde iria a peça [membro], disse para a família que enterrasse no quintal. Então, não podemos ser responsáveis pela atitude de um profissional que é um técnico”. *A secretária de Saúde reconhece que houve dois graves erros, tanto da enfermeira por entregar o membro amputado, quanto da assistente social por informar aos familiares que teriam a responsabilidade de enterrar o membro, nem que fosse no quintal de casa. *“Ela [enfermeira] é responsável por isso. Não é dizer que antigamente tinha um contrato com a Setrabes [Secretaria Estadual do Bem-Estar Social]. Isso não interessa. Porque o destino adequado dos segmentos e peças retiradas do corpo, quem sabe dar é o hospital. Então, teria que ter sido encaminhado para a enfermagem, para a administração e não para a mão do paciente. Nunca vi isso realmente, então não é a gestão que é responsável, porque a gestão dá meios para o profissional trabalhar”. *NEGLIGÊNCIA - Quanto a possível negligência do primeiro médico que fez a cirurgia do paciente na amputação do pé, no qual desenvolveu uma necrose, a secretária voltou a enfatizar que o ato médico cabe apenas ao CRM avaliar se houve ou não. *Eugênia Glaucy afirmou que o paciente está sendo acompanhado pela equipe médica e por psicólogo. Com relação à parte do membro entregue à família, o material foi devolvido e a Sesau tomou as devidas providências do descarte da parte amputada. *“Todos os procedimentos estão sendo instaurados. Se a família quiser levar a denúncia ao CRM ela pode. Mas não estamos transferindo responsabilidade para ninguém, uma vez que não é a primeira vez que acontece amputação no HGR, e nunca se ouviu histórias de membros amputados saírem do hospital, desfilando pela cidade dentro de caixa. É realmente a primeira vez que isso acontece. Não concordamos com essa atitude de entregar o membro amputado de pacientes”, enfatizou. (VT)
Direito ao esquecimento
Você acredita que as igrejas devem pagar imposto?
O que você acha das obras e da largura da pista na Estrada dos Periquitos?

* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!

MAIS NOTÍCIAS

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site