A disputa política em Cacoal ganhou mais um capítulo polêmico após declarações do vereador Amatilson Carvalho envolvendo uma suposta vigilância realizada nas proximidades da residência do ex-prefeito Adailton Fúria.
O caso começou após Fúria denunciar publicamente que teria encontrado um vereador e um jornalista estacionados em frente à sua casa observando sua movimentação. Segundo ele, os dois estariam realizando uma espécie de “campana”, termo utilizado popularmente para definir monitoramento ou vigilância.
De acordo com relatos divulgados nas redes sociais e nos bastidores políticos, Adailton Fúria teria ido até os veículos para questionar os ocupantes sobre a permanência no local. Um dos envolvidos seria o vereador Amatilson Carvalho, que além da atuação parlamentar também é policial civil.
Segundo as informações divulgadas, no momento da abordagem o vereador teria se apresentado como “policial e vereador”.
Imagens registradas no local mostram o parlamentar saindo de uma caminhonete e se dirigindo até outro veículo onde estaria um jornalista ligado a um portal de notícias conhecido por fazer oposição ao grupo político de Fúria.
Inicialmente, os envolvidos negaram que estivessem realizando qualquer tipo de espionagem ou monitoramento político. Posteriormente, os dois chegaram a registrar ocorrência policial contra o ex-prefeito alegando constrangimento durante a abordagem.
No entanto, a situação ganhou novos desdobramentos após Amatilson utilizar a tribuna da Câmara Municipal para afirmar que realmente estava nas proximidades da residência do ex-prefeito acompanhando movimentações após receber denúncias sobre possível utilização de estrutura pública em atividades políticas.
A fala acabou ampliando ainda mais a repercussão do caso, principalmente pelo fato de o vereador atuar politicamente no grupo ligado ao senador Marcos Rogério, adversário político de Adailton Fúria na disputa pelos espaços eleitorais visando 2026.
Nos bastidores, o episódio gerou questionamentos sobre eventual uso da função policial em contexto político-partidário. Críticos do episódio defendem que é necessário esclarecer em qual condição Amatilson estava atuando no momento em que permaneceu em frente à residência do ex-prefeito.
O caso também aumentou a tensão entre grupos políticos de Cacoal e passou a ser visto como um sinal do clima acirrado que deve marcar a corrida eleitoral nos próximos meses em Rondônia.
Até o momento, não houve manifestação oficial da Corregedoria da Polícia Civil sobre eventual apuração relacionada à conduta do parlamentar.