ELEIÇÕES: MDB pode perder oportunidade com candidatura de Pedro Abib

O MDB de Rondônia vivencia momentos surreais de sua história

ELEIÇÕES: MDB pode perder oportunidade com candidatura de Pedro Abib

Foto: Divulgação

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
0 pessoas reagiram a isso.
A legenda passou o primeiro semestre de 2026 sendo tachado como um partido moribundo, composto por militância, quadros velhos e ultrapassados, com uma estrutura partidária carcomida pelo tempo.
 
Sem nome de expressão política, o partido apostava suas fichas na continuidade do senador Confúcio Moura, que afirmava não ter mais interesse em continuar na política.
 
Após algumas idas e vindas levadas à exaustão, Moura decidiu abandonar a corrida eleitoral e o partido caminhou para confirmar as teses daqueles que o julgavam sepultado.
 
Na busca por sobrevivência (mais isso do que a tentativa de renovação, como querem alguns emedebistas), o partido foi buscar na Faculdade Católica de Rondônia o nome de Pedro Abib, jovem professor universitário, uma possibilidade de competir nas eleições de 2026.
 
Abib caiu como uma bomba dentro do partido, refém de velhas tradições políticas e avesso a quadros novos com algum tipo de ousadia.
 
Na rejeição ao nome de Abib, os mais conservadores utilizaram a malfadada experiência que a legenda vivenciou com a ex-juíza Euma Tourinho, que se desfiliou tão logo perdeu as eleições municipais de 2024 – e foi se abrigar no grupo do candidato vencedor.
 
Mesmo com parte do partido contra a sua candidatura, Abib foi convencionado e, por isso, aceito pelo establishment político do estado.
 
Com isso, vieram as agendas midiáticas, reuniões institucionais e o corpo a corpo normal de quem busca poder político pelo voto.
 
Com amplo conteúdo, sólida visão de mundo e profundo conhecimento da realidade do estado, Abib surge como a novidade positiva no processo eleitoral, com potencial de devolver ao MDB o protagonismo que acumulou por décadas no estado. Isto seria absolutamente viável se Abib não fosse, pasmem, do MDB!
 
Em uma decisão tomada em Brasília – com pouca ou nenhuma contestação da direção estadual – o partido destinou ao seu candidato majoritário apenas R$ 1 milhão para a campanha eleitoral, cujo teto legal é de R$ 6,2 milhão.
 
Ou Seja, o jovem e qualificado candidato emedebista, que não teve nenhum recurso partidário para a pré-campanha, terá apenas 16,2% do total que poderia gastar na disputa para governador do estado.
 
A cegueira política no MDB é histórica e conhecida no estado.
 
Esta, nestas eleições, parece ter se estendida à direção nacional do partido, que assiste passivamente a autofagia da sua secção estadual e ignora a oportunidade que uma candidatura majoritária virtuosa lhe oferece para governar um estado estratégico para o Brasil nas suas relações com o mundo.
 
Para não limitar a cegueira política ao cargo majoritário, a direção do partido (daqui e de lá) a estende aos cargos proporcionais, quase zerando o apoio financeiro aos candidatos e candidatas de deputados e deputadas estaduais e federais. No MDB, parece, os estrategistas tombaram na luta pela democracia.
Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site