A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela oposição como alternativa ao fim da escala 6x1 perdeu o apoio de três senadores nos últimos dias. Os parlamentares Romário, Zequinha Marinho e Cleitinho retiraram suas assinaturas do texto protocolado pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho.
A movimentação ocorre em meio à forte repercussão nas redes sociais após críticas de parlamentares governistas e entidades ligadas aos trabalhadores. Os críticos da proposta afirmam que o texto poderia abrir espaço para jornadas de até sete dias consecutivos de trabalho mediante negociação entre empregado e empregador.
Rogério Marinho rebate as acusações e sustenta que a proposta busca ampliar a liberdade de negociação entre as partes, reduzindo a interferência do Estado na definição das jornadas de trabalho.
A retirada das assinaturas acontece enquanto cresce a pressão para que o Senado avance na análise da PEC aprovada pela Câmara dos Deputados, que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou que pretende discutir o tema com líderes partidários nos próximos dias para definir o cronograma de tramitação da proposta na Casa.
Um dos primeiros a anunciar a saída da PEC alternativa foi Romário. Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que decidiu rever sua posição após ouvir manifestações da população. Segundo ele, "fazer política também é saber ouvir a população".
Já Zequinha Marinho declarou que retirou sua assinatura para permitir que a proposta que acaba com a escala 6x1 avance no Senado. Em postagem nas redes sociais, o parlamentar afirmou que sua decisão foi tomada "em defesa do trabalhador".
A saída dos três senadores representa um revés para a proposta da oposição e fortalece politicamente a PEC aprovada pela Câmara, que passou a mobilizar sindicatos, movimentos trabalhistas e parte da opinião pública favorável à redução da jornada de trabalho.
Com o debate agora concentrado no Senado, a discussão sobre a nova jornada de trabalho promete se tornar um dos principais temas da pauta legislativa nas próximas semanas.