É possível aprender a se sentir mais confortável com os abraços
Foto: 'A Teoria do Big Bang'
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Segundo a psicologia, não ser muito fã desse gesto de carinho pode ter causas mais profundas do que um simples desconforto. É claro que essa preferência pode não estar ligada a nenhum dos fatores explicados nesta lista. Existem pessoas que simplesmente não gostam de contato físico, e isso não ter uma razão específica.
No entanto, caso esse comportamento esteja gerando incômodo, ele pode ser trabalhado com apoio psicológico. Se for um desejo pessoal, é possível aprender a se sentir mais confortável com os abraços.
Segundo a psicologia, não ser muito fã desse gesto de carinho pode ter causas mais profundas do que um simples desconforto. É claro que essa preferência pode não estar ligada a nenhum dos fatores explicados nesta lista. Existem pessoas que simplesmente não gostam de contato físico, e isso não ter uma razão específica.
No entanto, caso esse comportamento esteja gerando incômodo, ele pode ser trabalhado com apoio psicológico. Se for um desejo pessoal, é possível aprender a se sentir mais confortável com os abraços.
Baixa autoestima
Degges-White também aponta que pessoas mais abertas ao contato físico tendem a ter níveis mais altos de autoconfiança. Por outro lado, quem enfrenta dificuldades com a autoestima pode evitar interações emocionais que envolvam toque, incluindo abraços. Além da autoestima, fatores como a percepção da própria identidade e inseguranças com o corpo podem influenciar essa aversão. A especialista afirma que, para algumas pessoas, “há algo assustador em ser tocado”, e, em certos casos, quando recebem um abraço, podem até se emocionar a ponto de chorar.
A aversão ao toque pode ser um sintoma relacionado a transtornos de saúde mental, como ansiedade, depressão ou transtorno de estresse pós-traumático. Segundo o site Mundo Psicólogos, esse comportamento também pode estar associado à ansiedade social.
Experiências traumáticas, como abuso físico ou sexual, podem levar uma pessoa a evitar qualquer tipo de contato físico, incluindo abraços. Isso pode resultar em um medo intenso de ser tocado, conhecido como haptofobia.
Para algumas pessoas, receber um abraço pode dar a sensação de que seu espaço pessoal está sendo invadido. Isso pode gerar desconforto, insegurança ou até a sensação de vulnerabilidade. Além disso, em alguns casos, a recusa ao contato físico pode estar relacionada a um leve medo de germes, conhecido como germofobia ou misofobia.
Pesquisas indicam que os estilos de apego desenvolvidos na infância continuam influenciando nosso comportamento na vida adulta. Segundo a teoria do apego de John Bowlby, os bebês desenvolvem um dos quatro principais estilos de apego com base nos cuidados recebidos de seus pais ou responsáveis. Se uma criança cresce em um ambiente onde há pouco contato físico, ela pode desenvolver um apego inseguro, o que leva a uma associação negativa com o toque. Na vida adulta, isso pode resultar em um desejo maior por independência emocional, que pode se manifestar também na rejeição ao contato físico.
Diferenças culturais
Em alguns casos, a aversão a abraços pode estar ligada a fatores culturais. Em determinadas culturas, o abraço não é uma demonstração de afeto comum no dia a dia. Por exemplo, na Ásia, abraçar pode ser visto como um gesto invasivo. Já na França, o abraço em público não é uma prática habitual, enquanto na Finlândia esse contato físico costuma ser reservado apenas para pessoas muito próximas, como aponta a RTVE.
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