Após a morte do pai, tornou-se a única responsável pelo sustento da mãe e das irmãs
Foto: Reprodução/ Instagram
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Nooria tem 13 anos e vive na província de Helmand, no Afeganistão. Após a morte do pai, tornou-se a única responsável pelo sustento da mãe e das irmãs.
Para conseguir trabalhar, precisou assumir uma identidade masculina. Passou a usar roupas de homem e adotou o nome “Noor Ahmad”, já que meninas e mulheres têm acesso quase inexistente ao mercado de trabalho sob o regime do Talibã.
Durante três anos, trabalhou em um café local, recebendo entre 7 mil e 10 mil afeganis por mês cerca de R$ 600 a R$ 850.
Em fevereiro de 2026, foi presa pelo Talibã. O grupo divulgou o vídeo do interrogatório. Visivelmente assustada, ela declarou: “Sou mulher, mas uso roupas masculinas por necessidade. Para sustentar minha mãe e minhas irmãs.”
O caso expõe um ponto brutal frequentemente ignorado nos debates ideológicos sobre o Afeganistão: quando um sistema impede mulheres de trabalhar, até sobreviver se torna um ato clandestino.
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