DE ARMAS A BLINDADOS: Brasil faz catálogo oficial para impulsionar exportações da indústria de defesa

A Base Industrial de Defesa reúne empresas responsáveis por desenvolver e produzir equipamentos militares, tecnologias estratégicas e sistemas

DE ARMAS A BLINDADOS: Brasil faz catálogo oficial para impulsionar exportações da indústria de defesa

Foto: Divulgação/ EB

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O Ministério da Defesa anunciou a produção de um catálogo oficial de produtos da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira. A iniciativa busca alinhar governo, Forças Armadas e empresas do setor em uma estratégia de ampliação da presença do país no mercado internacional de tecnologia militar.
 
Segundo o secretário de Produtos de Defesa da pasta, Heraldo Luiz Rodrigues, o documento terá papel estratégico para apresentar as capacidades industriais do país a potenciais compradores no exterior.
 
De acordo com ele, além de servir como vitrine comercial, o catálogo também tem o objetivo de aumentar a confiança de parceiros internacionais.
 
“Ele funciona para abrir mercados, mas também gera confiança entre clientes e novos possíveis compradores”, afirmou.
Estratégia para ampliar exportações
 
A Base Industrial de Defesa reúne empresas responsáveis por desenvolver e produzir equipamentos militares, tecnologias estratégicas e sistemas utilizados pelas Forças Armadas. O catálogo deve reunir produtos, capacidades tecnológicas e soluções oferecidas pela indústria nacional, facilitando a apresentação dessas tecnologias em negociações internacionais.
 
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para fortalecer a competitividade brasileira no setor de defesa, considerado estratégico tanto do ponto de vista econômico quanto geopolítico.
 
 
Mercado global em expansão
 
O movimento ocorre em um momento de forte expansão dos gastos militares no mundo. Conflitos internacionais recentes têm levado diversos países a ampliar investimentos em defesa e modernização de seus arsenais.
 
No âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), por exemplo, os gastos militares já ultrapassam 2% do Produto Interno Bruto (PIB) na maioria dos países-membros, meta estabelecida pela aliança para reforço da capacidade militar coletiva.
Mesmo na América do Sul, tradicionalmente com níveis mais baixos de investimento militar, governos começam a aumentar os recursos destinados à modernização de equipamentos e sistemas de defesa.
 
Nesse cenário, o governo brasileiro aposta na consolidação da Base Industrial de Defesa como instrumento para ampliar a presença do país no mercado global e estimular exportações de tecnologia de alto valor agregado.
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