RELATÓRIO SENAPPEN: Beira-Mar comandou o crime organizado de dentro do presídio federal de Porto Velho

Documento interno revela que traficante tenta manipular outros usando ajuda financeira como forma de controle

RELATÓRIO SENAPPEN: Beira-Mar comandou o crime organizado de dentro do presídio federal de Porto Velho

Foto: Divulgação

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Um relatório da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) mostra que o traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, continua tentando influenciar outros detentos, mesmo estando preso em unidades de segurança máxima. As informações são do jornal Extra.

 

De acordo com o documento, feito em fevereiro de 2021, Beira-Mar tenta manipular e coagir outros presos oferecendo ajuda financeira como forma de controle. O relatório o classifica como um detento de influência negativa, que busca manter poder dentro das prisões.

 

Beira-Mar foi o primeiro preso transferido para o sistema federal, em 2006, quando foi inaugurada a penitenciária de Catanduvas (PR), a primeira de segurança máxima do país. Desde então, ele já passou por vários presídios federais.

 

O relatório também cita informações de um dossiê da Senappen de 2018, que mencionava ações entre 2014 e 2016, quando o traficante estava preso na penitenciária federal de Porto Velho (RO). Na época, o documento apontou que ele teria burlado regras de segurança e continuado a comandar crimes de dentro da prisão, usando familiares e advogados para se comunicar com pessoas fora do presídio.

 

A Senappen, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, afirmou em nota que todas as comunicações dentro dos presídios federais são monitoradas em tempo real, com autorização da Justiça.

 

O órgão reforçou que o sistema federal foi criado justamente para impedir a atuação de líderes de facções criminosas, com isolamento individual, vigilância constante e regras disciplinares rígidas.

 

Fernandinho Beira-Mar cumpre pena por tráfico de drogas, homicídio e formação de organização criminosa. Ele é apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho, facção carioca que atua em vários estados do país.

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