MUDANÇA: Vinicius Miguel pede exoneração da SEMA e deixa legado de ações ambientais em Porto Velho

Ex-secretário afirma que vai priorizar a família e reitera amizade com prefeito Léo Moraes

MUDANÇA: Vinicius Miguel pede exoneração da SEMA e deixa legado de ações ambientais em Porto Velho

Foto: Assessoria

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O professor licenciado da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e advogado especializado em direitos humanos, Vinicius Miguel, pediu exoneração da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA) de Porto Velho. 
 
Ao ser questionado sobre uma possível candidatura nas eleições deste ano, ele afirmou que, neste momento, pretende se dedicar à família.
 
Ele confirmou convites para integrar o Governo Federal e reiterou a amizade com o atual Prefeito, Léo Moraes (Podemos).
 
À frente da pasta de meio ambiente, Miguel deixa a gestão com uma série de iniciativas voltadas ao enfrentamento de problemas históricos da capital rondoniense, especialmente relacionados às queimadas, à poluição do ar e ao avanço do desmatamento. 
 
Até 2024, Porto Velho registrava índices elevados desses impactos ambientais, cenário que começou a apresentar melhora a partir da implementação de ações integradas com os governos estadual e federal.
 
Entre as medidas adotadas pela SEMA estão o reforço no monitoramento ambiental e a intensificação das fiscalizações, com aplicação de multas e uso de caminhões-pipa para conter focos de incêndio. 
 
Segundo Miguel, o enfrentamento desses desafios exige atuação contínua e coordenada entre diferentes esferas de governo.
 
“A cidade permanece em monitoramento constante, pois combater os problemas ambientais de Porto Velho exige esforço permanente, planejamento e integração de políticas públicas”, destacou.
 
Outro marco da gestão foi a inauguração do Escritório de Governança do programa União com Municípios, instalado no Prédio do Relógio. 
 
A iniciativa inseriu Porto Velho em uma estratégia nacional de combate ao desmatamento, alinhada ao Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e ao Decreto nº 11.687/2023. 
 
Com isso, passou a ser possível acompanhar indicadores ambientais com maior precisão, antecipar riscos e planejar ações integradas, incluindo a prevenção de incêndios florestais e eventos climáticos extremos.
 
Miguel destacou ainda que o programa federal possibilita a captação de recursos para fortalecer o monitoramento, a fiscalização e o controle ambiental no município, além de ampliar as ações de prevenção a riscos climáticos.
 
A gestão também investiu em iniciativas de reflorestamento urbano, com plantio de árvores nativas, reaproveitamento de resíduos de poda e distribuição de mudas em escolas, bairros e no hospital CEMETRON. As ações contribuíram para a ampliação da cobertura vegetal e a melhoria da qualidade ambiental da cidade.
 
Outro eixo de atuação foi o fortalecimento das políticas públicas voltadas aos povos indígenas. A SEMA desenvolveu projetos de educação ambiental em territórios indígenas, promoveu atividades de conscientização sobre o uso sustentável dos recursos naturais e apoiou práticas tradicionais de manejo ambiental. As ações envolveram comunidades como Karitiana, Kaxarari, Karipuna e Kassupá.
 
Como resultado dessa parceria, a secretaria passou a receber sementes de castanha-do-Brasil doadas pelo povo Karitiana, utilizadas em projetos de recuperação de áreas degradadas e reflorestamento urbano. 
 
Ao todo, cerca de 10 toneladas de sementes nativas foram entregues, gerando benefícios tanto para as comunidades indígenas quanto para a qualidade ambiental de Porto Velho.
 
Durante sua gestão, Miguel também esteve à frente da organização do Fórum Municipal de Mudanças Climáticas, realizado em 20 de março no Teatro Banzeiro. 
 
O evento reuniu autoridades, pesquisadores, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir soluções sustentáveis frente aos desafios ambientais da capital.
 
Com uma programação que incluiu palestras, exposições de produtos sustentáveis e apresentação de trabalhos acadêmicos, o fórum foi apontado pelo ex-secretário como um espaço de diálogo e construção coletiva. 
 
“O encontro representou um espaço de governança e diálogo entre órgãos de controle, universidades, pesquisadores e cidadãos preocupados com os impactos ambientais”, afirmou.
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