Em um julgamento que se estendeu por mais de 15 horas na capital, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve a condenação de dois homens pela morte do perito da Polícia Técnico-Científica (Politec), Sebastião Tenani.
As penas somadas passam dos 60 anos de reclusão, a serem cumpridas em regime inicialmente fechado.
O crime, ocorrido em 2022, chocou a comunidade local e a categoria dos profissionais de segurança pública.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o perito Sebastião Tenani foi brutalmente assassinado no momento em que chegava à sua propriedade rural, localizada em Porto Velho.
As investigações apontaram que a execução foi minuciosamente planejada e executada pela dupla a mando do então gerente da fazenda da vítima.
Ainda conforme os autos do processo, o servidor público havia descoberto, à época, que o gerente da propriedade estava realizando o furto de cabeças de gado do local. Temendo ser descoberto e preso pelo patrão, o funcionário contratou os serviços dos dois executores para cometer o homicídio.
O Conselho de Sentença acatou integralmente as teses apresentadas pelo Promotor de Justiça Marcus Alexandre.
Os jurados condenaram os réus por uma série de crimes correlacionados à ação brutal:
Homicídio qualificado (mediante paga ou promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima);
Furto do veículo da vítima;
Porte ilegal de arma de fogo.
O julgamento foi marcado por forte comoção. Colegas da Politec compareceram em peso ao Tribunal do Júri para prestar apoio aos familiares e cobrar justiça pela perda do colega de farda.
As defesas dos réus ainda podem recorrer da decisão, mas ambos saíram do tribunal direto para o sistema prisional para o início do cumprimento das penas de 29 e 33 anos.