Uma ação rápida dos policiais penais evitou a fuga em massa de sete apenados no presídio Jorge Thiago Aguiar Afonso, conhecido como "603", localizado na zona rural de Porto Velho, nesta madrugada de quinta-feira (13).
O caso, porém, acendeu o alerta sobre o déficit de efetivo e a gestão do sistema penitenciário do estado.
De acordo com relatos sobre o ocorrido, os sete apenados estavam abrigados na cela individual esquerda 03 do solário.
Após conseguirem serrar as grades, os criminosos acessaram a laje e tentaram escapar em direção à Torre 04.
No entanto, o servidor de plantão na torre percebeu a movimentação suspeita.
Em seguida, os apenados correram pelo telhado em direção às torres 03 e 02.
O policial penal responsável pela Torre 03 também visualizou a ação e efetuou disparos de advertência para conter a fuga.
A equipe de contenção agiu rápido e conseguiu render dois dos apenados no alambrado próximo ao canil, recontrolando a situação e reconduzindo os demais às celas.
Apesar do êxito na contenção, a tentativa de fuga expôs graves fragilidades estruturais e operacionais do presídio.
Internamente, questiona-se a presença de sete detentos em uma cela projetada para abrigo individual, o que facilita o planejamento de ações como o corte de grades.
Servidores da segurança pública também criticam a falta de efetivo suficiente para a cobertura completa dos postos e do sistema de monitoramento eletrônico.
As reclamações apontam para a postura da administração superior da pasta, acusada de omissão e de não acompanhar presencialmente a rotina das unidades prisional.
Além disso, servidores destacam que propostas legislativas voltadas ao aumento do valor das horas extraordinárias, medida que permitiria reforçar o plantão e a vigilância no complexo penal, estariam sendo barradas sob a justificativa de restrições orçamentárias.