O governo federal lançou nesta segunda-feira (28) o Plano Decenal de Geofísica, programa que prevê cerca de R$ 3,3 bilhões em investimentos ao longo dos próximos dez anos para ampliar o conhecimento sobre o subsolo brasileiro e orientar a pesquisa de minerais críticos e estratégicos.
A iniciativa é coordenada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
O plano, denominado PlanGeo Geofísica 2027–2036, estabelece critérios para definir as áreas que terão prioridade nos levantamentos geofísicos realizados pelo SGB.
A estratégia inicial é concentrar os trabalhos em regiões que já apresentam histórico de mineração ou indícios de ocorrência mineral.
Entre as áreas consideradas prioritárias estão a Província Borborema, o Arco Magmático de Goiás, o Alto Paranaíba e o Quadrilátero Ferrífero.
Os levantamentos devem ampliar a quantidade e a qualidade dos dados disponíveis sobre o território brasileiro e ajudar a identificar novas áreas com potencial mineral.
Segundo o SGB, a produção de dados geofísicos públicos pretende reduzir as incertezas da pesquisa mineral e dar maior previsibilidade aos investimentos.
A medida também busca ampliar o conhecimento necessário para projetos relacionados a minerais considerados estratégicos para diferentes setores da economia.
Consulta pública
O plano está em consulta pública até 28 de outubro de 2026.
Empresas, associações, instituições e demais interessados poderão apresentar contribuições sobre as prioridades, áreas e métodos previstos para os levantamentos dos próximos anos.
A participação pública faz parte da etapa de aperfeiçoamento do planejamento antes da execução das ações previstas para a próxima década.