Rogério Gago da Silva (conhecido como "Tigrão") e de Reginaldo Correia de Lima (conhecido como "Negão do Redano"). Ambos foram alvos de mandados de prisão durante a operação deflagrada pela PF
Foto: Divulgação
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A Justiça de Rondônia determinou a soltura de Rogério Gago da Silva (conhecido como "Tigrão") e de Reginaldo Correia de Lima (conhecido como "Negão do Redano"). Ambos foram alvos de mandados de prisão durante a Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO).
A decisão judicial revogou as prisões preventivas dos investigados, permitindo que eles respondam ao processo em liberdade. A revogação ocorreu na fase de instrução, sem que isso represente o encerramento das investigações, que seguem em andamento sob a condução da Polícia Federal.
À época da deflagração da operação, Rogério Gago exercia o cargo de secretário-geral da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), sendo apontado como figura central na estrutura administrativa da Casa de Leis. Nos bastidores do Parlamento Estadual, ele e outros servidores comissionados exerciam funções de destaque, articulando ações ligadas à presidência do Legislativo.
A Operação Reduto apura a existência de um suposto esquema criminoso voltado a fraudes e crimes contra a administração pública estadual. As apurações tiveram início em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e de órgãos de controle apontarem movimentações financeiras atípicas.
As investigações do Ministério Público e da Polícia Federal apuram suspeitas de:
Durante a fase ostensiva da operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, efetuado o afastamento de 11 servidores públicos e determinado o bloqueio de bens e ativos financeiros até o limite de R$ 9 milhões, com o objetivo de garantir o ressarcimento aos cofres públicos e preservar provas.
Apesar da soltura de Rogério Gago e Reginaldo Correia, a Polícia Federal e o MPRO mantêm o andamento das diligências. A análise dos materiais apreendidos e o cruzamento de dados financeiros continuam sendo processados para o desfecho da ação penal.
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