Um grave erro em um processo judicial do estado de Goiás resultou na prisão indevida da pedagoga Suelen da Cruz Nunes, de 36 anos, na última semana.
O caso ocorreu dentro da escola onde a profissional trabalha, no município de Vilhena (RO). O nome da educadora foi incluído por engano no banco de mandados de prisão como devedora de pensão alimentícia.
O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara de Família e Sucessões de Aparecida de Goiânia (GO) — município onde Suelen afirma que nunca esteve.
A investigação apontou que o verdadeiro alvo da ordem judicial é uma moradora daquela cidade goiana. A mulher procurada possui nome e sobrenome muito semelhantes aos da pedagoga, diferindo apenas na grafia. No entanto, a falha no cruzamento de dados fez com que a rondoniense fosse apontada como a devedora.
A pedagoga permaneceu privada de sua liberdade por cerca de 12 horas. Ela só foi liberada após sua defesa acionar a Justiça e conseguir a emissão urgente do alvará de soltura, que comprovou o equívoco do Judiciário de Goiás.
O caso gerou forte indignação e constrangimento, já que o cumprimento do mandado ocorreu em seu ambiente de trabalho.