Após a Polícia Federal deflagrar a Operação Dreno na manhã desta quarta-feira (9), a Prefeitura de Nova Mamoré divulgou nota oficial tentando desvincular a administração municipal das investigações. Segundo a Prefeitura, a diligência realizada na sede da prefeitura não tem relação com licitações, contratos ou recursos do município, mas sim com a campanha eleitoral de 2024.
A operação da PF apura o possível desvio e a apropriação de valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Além da Prefeitura de Nova Mamoré, a casa do prefeito Marcélio Brasileiro (PL) também foi alvo de buscas, assim como endereços em Porto Velho e Ji-Paraná. As investigações indicam movimentações financeiras atípicas envolvendo uma empresa de contabilidade que prestou serviços eleitorais e fez repasses a pessoas físicas e jurídicas.
No comunicado, a Coordenadoria de Comunicação de Nova Mamoré frisou que o mandado judicial vedava expressamente a "devassa genérica" e a apreensão de documentos administrativos estranhos aos fatos da campanha. A nota defende que a presença dos agentes decorreu "exclusivamente da apuração de fatos de natureza eleitoral" e que o município colaborou integralmente com a Justiça.
Apesar da justificativa, a presença da Polícia Federal no prédio público levanta questionamentos sobre a possível mistura entre a máquina administrativa e a campanha política do atual gestor, fato que segue no radar da investigação.