A investigação da Polícia Civil sobre denúncias envolvendo uma escola infantil particular de Vilhena ganhou um novo desdobramento após o surgimento do relato de uma segunda criança que também teria sido vítima de abuso sexual pelo mesmo suspeito. O caso está sendo apurado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e à Criança (DEAM) e tramita sob sigilo.
A nova informação surgiu depois que a família da primeira criança procurou as autoridades para registrar uma ocorrência. Conforme documento relacionado ao caso, o primeiro relato teria sido formalizado em agosto deste ano, após a criança contar aos pais o que supostamente teria acontecido.
Segundo as informações apresentadas à Polícia Civil, a criança teria sido submetida a atendimentos com psicólogos, médicos e assistentes sociais. O documento relata que os procedimentos realizados teriam identificado sinais considerados compatíveis com possível violência sexual.
Segundo relato envolve o mesmo suspeito
Após o registro da primeira ocorrência, a família teria tomado conhecimento de um segundo relato envolvendo outra criança, que também teria apontado o mesmo homem como autor de um suposto abuso.
As circunstâncias desse segundo caso ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil. Como a apuração envolve crianças e corre em sigilo, não foram divulgados detalhes que possam identificar as supostas vítimas ou suas famílias.
De acordo com o documento, o suspeito trabalhava na escola e também exercia a função de motorista, realizando o transporte de crianças entre as residências e a instituição.
Escola já foi alvo de mandado de busca
O novo desdobramento ocorre no contexto de uma investigação anterior envolvendo a mesma escola.
A instituição já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Civil, após denúncias relacionadas a possíveis maus-tratos contra crianças.
A operação resultou na apreensão de materiais que passaram a integrar a investigação. Posteriormente, o caso ganhou uma nova frente de apuração com a denúncia relacionada à suposta violência sexual.
Investigação segue em sigilo
A Polícia Civil mantém a investigação sob sigilo para preservar a apuração e, principalmente, a identidade e a integridade das crianças envolvidas.
Até o momento, as informações divulgadas tratam de suspeitas e relatos que ainda estão sendo investigados, não havendo, portanto, conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal do suspeito.
A investigação deverá reunir depoimentos, avaliações técnicas e demais elementos necessários para esclarecer as circunstâncias dos fatos e verificar a procedência das denúncias.
Com informações do site Rondônia em Pauta.