POVO PURUBORÁ: Associação relata invasões em escola e cobra demarcação de terras

Enquanto eles reconstroem a maloca sagrada, homens não identificados rondam local

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De acordo com a Associação Maxajã do Povo Puruborá, um automóvel entrou no espaço de pátio da Escola Ywará Puruborá na última segunda-feira (20). Como noticiou a entidade em uma publicação no Instagram, a escola fica a metros de distância da área de reconstrução da maloca do grupo. Conforme a publicação, dois homens de fora da comunidade estavam no veículo e foram embora em seguida sem explicações de motivo para a presença no espaço.
 
Segundo nota da associação, o episódio de invasão acontece com padrão de repetição. A escola não possui barreiras de proteção e sofre ataques com relação a campanhas contra o processo de demarcação de terras. 
 
O Ministério Público Federal fez a Ação Civil Pública nº 1001909-03.2026.4.01.4101 contra o Estado de Rondônia para pedir a contratação de vigias e a construção de muros de proteção para estudantes. 
 
 
 
 
O documento da Associação Maxajã relata que o Ofício 2380/2026 da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) admite as invasões e dá aval de concordância para o uso de seguranças, mas o governo do estado apresenta recusa na entrega de medidas de proteção. 
 
Conforme a associação, o cenário de perigo a líderes resulta de omissão do governo e da falta de demarcação do território.
 
Destruição da maloca sagrada
 
Como noticiou o Rondoniaovivo, um incêndio criminoso destruiu a maloca sagrada de madeira e de palha da aldeia Aperoí, em Seringueiras (RO), no dia 20 de outubro de 2025. O lugar de reza tinha uso para encontros da comunidade. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, pessoas da aldeia sofrem ameaças de invasores de terras da região de rios.
 
 
 
De acordo com o ‘Povos Indígenas no Brasil’, os indivíduos do grupo Puruborá habitam áreas de terras dos municípios de Seringueiras e de São Francisco do Guaporé. O povo passou décadas com registro de desaparecimento em documentos do governo do país, com a distribuição de famílias em frentes de trabalho de extração de seringa de patrões de fazendas. 
 
Segundo o programa, o grupo fez reuniões de organização no ano de 2001 e cobra ações de demarcação de terras de origem desde a data do encontro de parentes.
 
 
Direito ao esquecimento

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