Evento promovido pelo Rondoniaovivo, na sexta-feira, 18, aconteceu na praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e o formato foi inovador em RO
Foto: Divulgação
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Sem PQP

Ressaca na mais alta Corte do Judiciário brasileiro. A última terça-feira (15) se mostrou como um dia em que os bate-bocas em botequim só diferenciaram do barraco entre os ministros do Supremo Tribunal Federal, por um ponto, o nível do português usado. Não se ouviu palavrões como os tradicionais PQP ou filha da...! Do mais, foi lavagem de roupa suja e encardida, televisionada. O ministro presidente do STF, Edson Fachin, se mostrou fraco e sem pulso para conter as discussões. O objetivo da reunião era decidir se abriam ou não processo de investigação contra o ministro Alexandre Moraes devido as conversas com o banqueiro ou ex-banqueiro, como queiram, Daniel Vorcaro, que está preso devido ao escândalo do Banco Master. O ministro André Mendonça que seria quem colocou Moraes na mira das investigações da PF está, literalmente, nas cordas entre os pares no STF. A salvação dessa desatrosa sessão foi a única mulher, a ministra Carmém Lúcia, que mostrou, independente do voto, sensatez. Mas um banho de água de fria foi dado para baixar a temperatura, com a decisão de Fachin de adiar o julgamento de Mendonça. Até o dia 4 de outubro, segurem as emoções, serão muitas na política nacional e local.
Simbolismo

Um dia histórico na política rondoniense entre os candidatos ao Governo de Rondônia. Assim podemos dizer que foi o Debate Show, promovido pelo Rondoniaovivo, na última sexta-feira (18), no auditório da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. A dinâmica do evento foi diferente de tudo o que tem sido feito até então em Rondônia nessa campanha eleitoral. Nele, os candidatos puderam circular no palco e fazerem perguntas entre si, o que deu maior dinamismo ao debate. Sem contar que a escolha do local foi de um grande simbolismo na história de Rondônia, afinal, foi a partir da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, no início do século passado, que começou o processo de desenvolvimento dessa região que, até então, era desconhecida do restante do mundo. Uma escolha acertada, discutir o futuro de Rondônia onde tudo começou! Assista aqui!
Furioso

A exceção desse debate foi o candidato Hildon Chaves que não compareceu. Mas os que compareceram debateram ideias, o que garantiu um bom nível ao confronto. Em um dos blocos, onde tema era livre, o candidato Adailton Fúria foi questionado pelo candidato Samuel Costa, sobre o fato de ter perdido o apoio do governador Marcos Rocha em plena campanha, fato que tem gerado muitos comentários nas redes sociais. “Eu tenho meus princípios muito fortes e não mudo minha posição política em detrimento de ninguém. Isso o que aconteceu faz parte do processo eleitoral”, disse.
Rogério explica

O candidato Marcos Rogério teve que responder a Adailton Fúria, sobre qual o motivo de Ji-Paraná, que é a base de Rogério, não ter terminado o novo hospital público local, já que foi senador por oito anos. “Eu assegurei o recurso para construir um hospital novo em Ji-Paraná, por três vezes. Na primeira, perderam recursos porque o prefeito não deu conta de cadastrar o projeto. Na segunda, o prefeito disse que o governador não tinha prioridade para ter um hospital regional e desviou a finalidade. Por último, coloquei R$ 30 milhões na conta da prefeitura e o prefeito Afonso está com o terreno locado e a obra será executada, e teremos um hospital novo em Ji-Paraná. Teremos também um hospital de traumas”, declarou.
Aliados enrolados

Um tema explorado foram os aliados políticos que estão enrolados com a Polícia Federal devido denúncias de corrupção. No caso de Marcos Rogério, estamos nos referindo ao ex-coordenador de campanha dele, o prefeito de Nova Mamoré, Marcelio Brasileiro, que foi alvo na Operação Drenno, que investiga crimes eleitorais ocorridos na eleição de 2024. Adaílton Fúria comentou sobre essa situação respondendo a afirmação feita por Marcos Rogério de que o ex-prefeito de Ji-Paraná, Isaú Fonseca, detido na última semana, era aliado dele. “Marcos, o Isaú não é meu aliado político, foi você que pediu voto para elegê-lo prefeito de Ji-Paraná. Mas o fato de ele estar preso ou não, não faz diferença aqui. É a mesma coisa que atribui os crimes cometidos pelo prefeito de Nova Mamoré que é o seu coordenador de campanha”, rebateu.
Compromisso

O petista Expedito Netto no confronto com Marcos Rogério mostrou ideias e, ao contrário do que muitos esperavam, não houve a tensão esperada entre os candidatos de Lula e Bolsonaro. Ambos assumiram o compromisso de fazer a regularização fundiária e disseram que não é o momento de culpar os governos passados por não ter ocorrido a implementação dessa política em Rondônia.
Novato

Pedro Abib (foto) é o único estreante na política nessa campanha eleitoral. Mas o advogado e veterinário tem mostrado que apesar de novato nesse campo, está se mostrando preparado para os embates. Ele defendeu que a segurança e saúde públicas devem ser feitas por servidores concursados, mas fez um alerta. “O Tribunal de Contas disse que não podemos fazer concurso público em 2027, pois a Lei de Diretrizes Orçamentárias já vem pronta do atual governo. Assim, falar em concurso público só poderemos em 2028. 2027 será o momento de arrumar a casa”, afirmou.
Segundo Turno

O Debate Show alcançou o objetivo proporcionando aos rondonienses a oportunidade de conhecer mais sobre os pretendentes ao comando do Estado. A condução feita pelos jornalistas Ivan Frazão, que vós escreve, e Iule Vargas procurou dar condições de flexibilidade aos candidatos, deixando o evento menos engessado e mais dinâmico. O apoio de parceiros como Sebrae, Fecomércio, Minalinda e AmazonFort foram essenciais para o sucesso do debate. Além da OAB-RO que disponibilizou os advogados Vanessa Esber e Nelson Maciel. E anotem, já está sendo pensado pelo Rondoniaovivo o próximo Debate Show, caso ocorra o segundo turno. Aguardem!
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