LULA: Presidente pede fim do sigilo nas investigações do Banco Master

Presidente postou o pedido nas suas redes sociais nesta quarta-feira, 9, em meio aos desdobramentos do caso no STF

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Foto: Divulgação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta quarta-feira, 9, a quebra completa do sigilo das investigações de "todos os envolvidos no caso Master".
 
"Seja quem for, doa a quem doer", escreveu o petista em post no X. "O Brasil precisa saber a verdade.
 
Segundo ele, o país precisa de mais transparência, e não "vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral", como classificou.
 
"Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário", afirmou Lula.
 
Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário.
 
Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que...
 
O comunicado de Lula está em linha com o pronunciamento feito pelo petista na última semana, em que pedia que todos fossem investigados e frisava que o combate ao caso Master havia acontecido pelas instituições de seu governo.
 
Ele também havia citado os "vazamentos seletivos", um dos argumentos que mais tem utilizado para criticar a maneira como os fatos vêm se desenrolando.
 
 
Dino, Mendonça e a crise no STF
 
A mensagem do presidente acontece algumas horas após o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino reverter o afastamento do diretor- geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que havia sido determinado na terça-feira, 8, pelo ministro André Mendonça.
 
Na decisão, Dino criticou duramente as determinações do colega: argumentou que ele é parte do processo, uma vez que Mendonça afirma ter sido alvo de monitoramento ilegal da PF, e, por isso, não deveria proferir a decisão; e classificou a conduta que a conduta de Mendonça constitui "atropelos processuais", interfere na alçada de outros ministros e coloca em risco centenas de investigações policiais.
 
O ministro Dino usou o caso que investiga os repasses de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, de que é relator, para restituir Andrei e o diretor de inteligência da PF, Leandro Almada Costa, aos seus cargos.
 
O caso investiga se os valores destinados à cinebiografia de Jair Bolsonaro foram efetivamente empregados na produção ou se houve desvio de recursos.
 
A Corte se vê envolta em sua mais grave crise institucional desde a terça- feira pasada, quando Mendonça levantou o sigilo de uma investigação da PF que dava conta de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com o também ministro da Corte Alexandre de Moraes.
 
Mendonça enviou ao presidente do Tribunal, Edson Fachin, um pedido de avaliação do plenário sobre a investigação de Moraes.
 
Moraes, por sua vez, reagiu na quinta-feira passada e pediu a investigação de Mendonça, a quem acusou de direcionar os trabalhos do caso Master politicamente e de possíveis atos de corrupção na condução das investigações do caso.
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