Crustáceo parasita pode viver na boca de peixes, alimentar-se de sangue e, em algumas espécies, causar danos à língua do hospedeiro
Foto: Reprodução Instagram
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Um vídeo registrado em Rondônia mostra a retirada de um pequeno crustáceo da boca de uma piranha. Ao iG, o biólogo João Arthur Bernardes identificou o animal como um "piolho-comedor-de-língua", nome usado para alguns parasitas que podem viver dentro da boca de peixes.
O “piolho-comedor-de-língua” é um tipo de crustáceo do grupo dos isópodes, que também inclui animais como os conhecidos tatuzinhos-de-jardim.
Existem várias espécies que parasitam peixes, mas o comportamento desses animais pode ser diferente de acordo com o tipo.
Quando são jovens, esses animais nadam em busca de um peixe que possa servir de hospedeiro.
Depois de encontrar um peixe, podem se fixar em diferentes partes do corpo, como brânquias, boca ou pele, dependendo da espécie.
Algumas variedades que vivem na boca podem se prender à base da língua.
Nesses casos, o parasita fica no local e pode provocar danos aos tecidos da língua.
“Uma espécie de crustáceo que tem essa forma de parasitismo peculiar de entrar na boca de peixes, consumir a língua e ficar no lugar para se alimentar de uma parte que sobrar da comida do peixe.” - João Arthur Bernardes, biólogo.
O parasita substitui a língua?
Uma das espécies mais conhecidas por esse comportamento é o Cymothoa exigua.
Nesse caso, o parasita pode causar a destruição dos tecidos da língua e ficar preso à sua base, assumindo parte da função do órgão.
A língua não é necessariamente substituída de forma literal.
Alguns estudos indicam que o peixe pode movimentar o crustáceo preso à base da língua e usá-lo para ajudar a conduzir o alimento dentro da boca.
Além disso, há pesquisadores que questionam se é correto afirmar que a língua foi realmente “substituída”.
Isso porque a estrutura óssea relacionada à língua pode continuar intacta mesmo quando os tecidos moles são bastante danificados.
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