A organização da 14ª Exposição Agropecuária de Porto Velho (Expovel 2026) anunciou o cancelamento definitivo do evento, que estava previsto para ocorrer entre os dias 2 e 6 de setembro de 2026, no Parque dos Tanques. A decisão foi divulgada por meio de nota oficial nesta sexta-feira (14).
De acordo com o comunicado oficial, a suspensão ocorreu diante de dificuldades na obtenção de alvarás, licenças e autorizações necessárias para a realização das atividades, incluindo a feira pecuária. A organização também apontou a ausência de apoio institucional por parte de órgãos públicos, da Prefeitura de Porto Velho, do Governo de Rondônia, além de deputados e vereadores. Os responsáveis salientaram que o projeto havia sido estruturado para ser executado integralmente pela iniciativa privada, sem o emprego de recursos públicos.
Shows de Ana Castela e Zé Neto & Cristiano são mantidos
Apesar do cancelamento da programação agropecuária e estrutural da feira, as apresentações musicais dos cantores nacionais foram mantidas sob nova organização. Os shows de Ana Castela, agendado para o dia 4 de setembro, e de Zé Neto & Cristiano, previsto para o dia 6 de setembro, serão realizados na casa de eventos Villa Privilége.
Conforme a nota, as apresentações ocorrerão de forma independente e sob a administração exclusiva do estabelecimento privado, sem qualquer relação direta com a Expovel. A organização da feira informou que está em negociação com a Villa Privilége para viabilizar que os ingressos já adquiridos para a Expovel possam ser utilizados como entrada para os shows. Caso os compradores não optem por essa alternativa, as diretrizes para o reembolso dos valores serão divulgadas em breve.
Histórico de cancelamento em 2025
A interrupção do calendário em 2026 repete a suspensão registrada no ano anterior. Em junho de 2025, a organização também cancelou a 13ª edição da Expovel.
Na época, o diretor executivo da feira, Eduardo Prenzler, explicou que Porto Velho não dispunha de um espaço com dimensões adequadas e estruturas físicas fixas para abrigar a programação de cinco dias.
Prenzler também apontou como barreira a falta de uma associação constituída por pessoas que não dependessem diretamente dos resultados financeiros do evento para a sua sustentação. Embora houvesse a sinalização de repasses de recursos públicos por parte do governo estadual para estruturar o retorno, o projeto voltou a ser inviabilizado.